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Monthly Archives: agosto 2015

Tesouro Direto

Como investir no Tesouro Direto

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Imagem: Pixabay

 

Uma das principais preocupações de quem pretende começar a investir é garantir o recebimento do valor ao fim do período. E, quando o assunto é segurança, é quase unânime entre especialistas a opção pelo Tesouro Direto.

 

O Tesouro Direto são títulos públicos emitidos pelo governo federal com objetivo de juntar dinheiro para pagar dívidas e financiar setores como educação, saúde e infraestrutura. O investidor, nesse caso, empresta dinheiro ao governo.

 

Esses títulos são considerados seguros por um motivo simples: são garantidos pelo governo. E as chances de um país quebrar são consideravelmente mais baixas que as de qualquer instituição financeira privada fechar as portas.

 

Há duas maneiras de realizar esse tipo de investimento: a primeira é participando de um fundo que invista neles, quando a compra dos títulos é realizada por um administrador profissional. A segunda é comprar diretamente pela Internet. Para isso, no entanto, é preciso do chamado agente de custódia, que pode ser um banco ou uma corretora. Esse agente é apenas um intermediário: caso ele vá à falência, os títulos continuarão no seu nome e CPF.

 

Os títulos públicos podem ser pré-fixados (o rendimento é definido no momento em que é feito o investimento) ou pós-fixados (que têm a rentabilidade associada a algum índice, como o IPCA ou a Taxa Selic). Os títulos pós-fixados, em geral, se favorecem em um momento de alta dos juros. Já os pré-fixados podem garantir o rendimento em um momento de queda de juros.

 

Quando comprados, eles têm um prazo de vencimento, quando o governo pagará ao investidor o que foi investido. Mas se títulos forem vendidos antes dessa data, o ganho ou a perda estará sujeito ao valor de mercado naquele momento – no caso de ele ser menor do que o que você pagou, poderá perder dinheiro.

 

A exceção é o Tesouro Selic, que é pós-fixado. Ao vendê-lo antes do prazo, você irá resgatar o dinheiro aplicado somado aos juros do período, sem penalidades. Também por esse motivo, ele é indicado, para investidores principiantes, como substituto da poupança.

 

Já os juros sobre o rendimento você pode escolher receber a cada seis meses – e reinvestir o valor, caso deseje – ou ao final do investimento. O valor mínimo para aplicação é 1% do valor de um título, desde que não seja inferior a R$ 30.

 

Apesar das vantagens, há pelo menos três taxas que incidem sobre o Tesouro Direto e é bom ficar atento às suas variações. A taxa de corretagem é padronizada e cobrada semestralmente pela BM&FBOVESPA, que regula os investimentos na bolsa de valores. O valor é fixo, 0,3%, ao ano. O agente de custódia cobra uma taxa administrativa, que varia entre 0% e 0,5% ao ano. Por fim, o Imposto de Renda incide sobre o investimento. Nesse caso, quanto mais tempo você deixa seu dinheiro investido, menos você paga de imposto.
Mesmo com a cobrança de taxas, no entanto, o retorno dos títulos públicos ainda é superior ao de investimentos como a caderneta de poupança. Que tal dar uma chance a eles?

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Porque é tão difícil concretizar os objetivos financeiros

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De trocar de carro a fazer uma viagem de férias ao Exterior, tirar objetivos do papel pode não ser tarefa fácil. Mas você já pensou no que está fazendo para transformar seus sonhos de consumo em realidade?

Se a questão parece difícil de responder, é porque, provavelmente, você não está fazendo nada. E não é o único. Assim como fazer uma dieta, a ideia de privações que ronda o ato de economizar assusta muita gente, que prefere deixar – a dieta ou a economia – para mais tarde, e nunca começa.

 

Uma “dieta financeira” é como uma dieta comum.

 

É preciso saber o que se quer, e escolher momentos para se dar a alguns luxos. Se a pessoa não fizer isso, ela não saberá o porquê do esforço. Não tem graça nenhuma. – explica o coach financeiro Everton Lopes.

Assim, tanto para caber naquela roupa dois números menor que o seu no fim do ano quanto para passar as férias no caribe no próximo verão, o segredo é o mesmo: foco e disciplina, sem deixar de lado as pequenas recompensas.

Para o autor do livro Seu Bolso no Divã: enfrentando seus problemas financeiros de perto, o primeiro passo é adquirir consciência sobre os seus gastos, colocando tudo na ponta do lápis. Lopes recomenda pelo menos três meses de diagnóstico, desde as contas fixas até os gastos pequenos do dia a dia. A partir daí, é possível identificar onde é possível economizar e exercer um controle maior sobre o seu orçamento.

 

Para concretizar objetivos, é precisa fazer alguma coisa, e isso começa quando você olha para o seu orçamento.

 

Pode colocar em uma planilha, uma agenda, como quiser. O importante é que seja feito – destaca.

Ao ter consciência dos gastos, conforme Lopes, também é mais fácil evitar as compras por impulso. Isso porque, enxergando para onde vai o dinheiro, você passa a ter consciência do que é realmente indispensável no seu orçamento.

O segundo passo para fazer uma reserva financeira, segundo o coach, é aprender a viver com o que se ganha. Isso significa, entre outras coisas, não incorporar o limite do cartão de crédito e do cheque especial ao orçamento.

A sugestão é que, dentro do seu orçamento real, você divida seu salário em 60% para despesas fixas, alimentação e contas, 30% para lazer e 10% para pensar no futuro. Essa última parte, explica o especialista, deve ser sua economia fixa, ficando de fora do orçamento.

 

As pessoas precisam viver sua realidade financeira.

 

Se tem hábitos que você não abre mão, como comer um sushi ou ir para a balada, eles precisam entrar no orçamento. O que não pode é mexer no montante economizado para a meta – explica.

Para manter a disciplina, é importante colocar um prazo no seu objetivo. Se possível, trace mais de um: a curto, médio e longo prazos.

Não perca de vista seu fluxo de caixa: uma olhada no saldo bancário a cada 15 dias ajuda a manter o foco e a planejar os gastos. Se você gasta mais do que ganha, deve procurar uma forma de ganhar mais dinheiro.

Poupe, pesquise e pechinche quando tiver definido sua meta. Por fim, já mais organizado, experimente um desafio maior, tentando não gastar tudo o que economizou.

 

Para o perdulário e para o sovina o sofrimento é o mesmo: um não realiza seus sonhos porque não consegue economizar, enquanto o outro não o faz porque não se permite. O equilíbrio das contas, aliado a uma reserva financeira, dá tranquilidade para traçar planos e realizá-los.

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Qual o investimento mais indicado para 2015?

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Se o baixo crescimento econômico e a instabilidade política costumam desestimular grandes investidores a apostarem no Brasil, algumas de suas consequências, como o aumento da taxa básica de juros, podem favorecer os pequenos aplicadores.

Diante deste cenário econômico, os investimentos em renda fixa são os mais indicados. Isso porque a rentabilidade dessas aplicações acompanha a taxa Selic, que tem subido nos últimos meses e tende a continuar crescendo – atualmente, se aproxima dos 13%. Além disso, são oportunidades seguras e de boa liquidez.

Entre as opções em renda fixa, as mais recomendadas são as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), títulos públicos pós-fixados que acompanham a Selic, além de títulos bancários que pagam um percentual do Certificado de Depósitos Interbancários (CDI), como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são títulos emitidos pelos bancos para captar dinheiro junto a investidores. Eles são seguros porque são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura a recuperação dos investimentos em caso de liquidação ou falência da instituição. O ideal para quem busca este tipo de investimento é procurar instituições que paguem pelo menos 100% dos CDI.

Já as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) são emitidas pelo governo federal, o que as torna um dos mais seguros tipos de investimento. Elas são pós-fixadas e sua rentabilidade está atrelada à Taxa Selic. Para comprar esses títulos, é preciso um agente de custódia – que pode ser o seu banco em alguns casos.

Outras boas opções em rende fixa são as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). Enquanto as primeiras estão vinculadas ao mercado imobiliário – e vão bem, embora esse mercado não esteja em boa fase -, as LCAs têm o lastro de sua operação no agronegócio. As principais vantagens desses títulos é que eles são isentos de imposto de renda e têm garantia do FGC.

As Letras de Câmbio são geradas por instituições financeiras que trabalham com Crédito Consignado e Crédito Pessoal, que captam o que será emprestado. As rentabilidades deste tipo de investimento são bastante expressivas: algumas chegam a pagar 130% do CDI. Elas também são protegidas pelo FGC.

Por fim, os fundos DI buscam acompanhar a variação diária das taxas de juros (Selic/CDI), e, portanto, se beneficiam em um cenário de alta de juros. Eles costumam investir 95% em títulos do Tesouro Nacional, o que torna esse tipo de investimento muito seguro.

Como todo tipo de investimento, as aplicações em renda fixa também têm custos, que devem ser avaliados com cautela para que o investidor não perca dinheiro. A incidência de taxas de administração ou do Imposto de Renda, além da inflação do período, podem corroer a rentabilidade do investimento.

Quanto mais tempo o valor ficar investido, menor a alíquota a ser paga. As taxas costumam partir de 22,5% para aplicações de até 180 dias e baixam a 15% para aquelas que superam 720 dias.

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10 dicas criativas para gastar menos dinheiro

By | Comportamento, Dicas | No Comments

Economizar não é o único caminho para juntar dinheiro, mas usar os recursos com sabedoria nunca fez mal a ninguém. Além disso, as pequenas economias podem ajudar a dar aquele upgrade nas suas férias ou mesmo na hora de fazer uma compra de maior valor.

A boa notícia é que, diferente do que muitos imaginam, gastar menos pode ser, sim, indolor – e, por que não, divertido? Para dar uma força nessa missão bem possível, listamos 10 dicas criativas para você gastar menos no dia a dia:

 

1 – Cozinhe mais em casa

Refeições em restaurantes custam, pelo menos, 50% a mais do que você pagaria por um almoço ou janta no conforto do lar. Que tal começar a colocar seus dotes culinários em prática? Se faltar tempo para almoçar em casa, uma boa opção é levar a própria comida para o trabalho. No fim de semana, tente fazer sua própria pizza em vez de pedir tele-entrega.

 

2 – Antes de comprar, tente consertar

Nem todo o objeto precisa ser substituído quando apresenta um problema. Antes de sair correndo para o shopping, veja se não vale a pena consertar.

 

3 – Vá de carona

Converse com os colegas de trabalho que moram perto da sua casa e proponha uma escala de revezamento – também é possível fazer isso com os vizinhos que costumam passar pelo seu trabalho. Além de baratear os custos, o trajeto em grupo é mais seguro e divertido.

 

4 – Dê férias ao cartão de crédito

Experimente deixar o cartão de crédito em casa por algumas semanas e pagar tudo à vista. Ver o dinheiro indo embora dói mais, e vai fazer você pensar duas vezes antes de gastar.

 

5 – Empreste e peça emprestado

Você já parou para pensar quantas vezes no ano usa uma furadeira? E um vestido de gala? Amigos não são só para jogar conversa fora. Empreste a eles e peça emprestado quando precisar. O que for economizado pode ser revertido para aquele happy hour que nunca sai por falta de dinheiro.

 

6 – Escolha um dia por mês para não comprar nada

A ideia é ousada, mas vale o esforço: separe um dia por mês para não gastar nenhum centavo. Quando você perceber que é possível passar um dia sem comprar nada, ficará mais confiante para evitar o consumo por impulso.

 

7 – Faça mais festas no apê

Em vez de ir todo fim de semana à balada, convide os amigos para fazer algo em casa. Todo mundo colabora, se diverte e ainda economiza – sempre respeitando os vizinhos, é claro.

 

8 – Troque a academia por exercícios ao ar livre

Crie o hábito de caminhar ou se exercitar no parque, na praça ou em outro ponto ao ar livre. Vale até aquele passeio com o cachorro pelas ruas do bairro.

 

9 – Não vá às compras sem lista

Antes de ir ao supermercado, elabore uma lista de compras. Siga ela à risca e curta a sensação de saber antes o quanto vai gastar, sem ceder às tentações das prateleiras.

 

10 – Faça você mesmo

Comece a fazer as coisas sozinho. Isso pode incluir a limpeza da casa, o cuidado com o gramado, ou qualquer outra coisa que você costuma pagar outras pessoas para fazer. Você pode desenvolver novas habilidades e ainda guardar uns trocados.

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Como ensinar os seus filhos a ter uma vida financeira saudável

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Imagem: Shutterstock

"Muitos pais achavam que estavam protegendo a criança, mas economia não é uma questão de proteção, e sim de exercício."

− Ana Pregardier - Especialista em educação financeira para crianças

Foi-se o tempo em que as contas da casa eram discutidas a portas fechadas, longe das crianças. Para especialistas em educação financeira, os filhos não só podem, como devem, participar e entender da economia da casa desde cedo.

Um dos principais motivos para tantos adultos terem dificuldades em economizar é que eles não foram ensinados a isso. Muitos pais achavam que estavam protegendo a criança, mas economia não é uma questão de proteção, e sim de exercício – explica a especialista em educação financeira para crianças Ana Pregardier.

O primeiro ponto a ser compreendido pelos pais antes de colocar a economia em pauta na família é que finanças não se tratam apenas de dinheiro, mas, principalmente, a busca por soluções amigáveis para resolver as situações do dia a dia.

É importante abordar as necessidades. As crianças precisam saber escolher, saber o que realmente precisam e o que vale a pena ou não para conseguir as coisas – defende.

 

Atitudes simples como ensinar seu filhos a cuidar das próprias roupas e a guardar os brinquedos depois de usá-los, por exemplo, são um bom exercício. O passo seguinte é envolver as crianças na economia da casa.

Ao contrário do que se imagina, lidar com finanças não é só para os maiores. Autora de três livros sobre educação financeira para crianças, Ana diz que mesmo os que ainda não sabem ler podem aprender sobre o assunto.

As crianças em idade pré-escolar se sentem particularmente especiais quando são incluídas no mundo dos adultos. É uma oportunidade para os pais criarem um vínculo entre os filhos e as rotinas da casa – explica.

Um jeito de envolver os pequenos nas questões econômicas do lar é convidá-los a elaborar a lista de compras da casa. A partir daí, a criança pode ser questionada sobre as necessidades da casa, isso funciona como um estímulo à reflexão.

Mas a brincadeira não para por aí. Após isso, chega a parte temida até pelos pais mais seguros: levar os pequenos ao supermercado.

 

É importante levá-los às compras e seguir à risca o que foi listado. Os itens supérfluos são permitidos, mas têm que estar na lista. A criança, ao perceber sua responsabilidade, não irá se distrair tanto com as tentações das prateleiras – diz.

 

Com os alfabetizados, a atividade sobe um degrau na escala de responsabilidades. Uma boa ideia é transformá-los em “guardiões” de alguma das contas da família.

Nesse caso, a criança vira responsável, por exemplo, pela conta de luz, com a missão de controlar tudo o que estiver ligado sem necessidade até a chegada da nova conta. No fim do período, os pais devem mostrar ao filho o que foi economizado com a sua ajuda.

O ideal é pegar o valor poupado e dividir por dois: a metade fica com os pais e a outra metade, com a criança. Assim, ela se sentirá recompensada, mas entenderá que é preciso dividir.

Já as atividades com os maiores, a partir dos 10 anos, pode-se introduzir um novo conceito: o de controle financeiro. Para isso, segundo a especialista, o mais recomendado é conversar com os filhos sobre o que eles desejam ter, mas ainda não ganharam ou não puderam comprar – como um videogame ou uma bicicleta nova. A partir daí, deve-se criar uma planilha com a data em que o sonho será realizado e o quanto é preciso para torná-lo realidade.

Os pais devem ajudar os filhos, mas quem vai controlar a tabela é o jovem. Assim, ele vai começar a ter uma noção de planejamento e racionalizar os gastos – explica Ana.

 

É nesse momento que se começa a criar o hábito do controle financeiro, e os jovens passam a entender a importância de planejar seus gastos. Com os adolescentes, um método interessante é a utilização de aplicativos de gerenciamento financeiro, como o Finanças Pessoais, alternativa que desperta o interesse dos jovens. O resultado disso, segundo a especialista, serão adultos mais conscientes sobre o real valor do dinheiro.

É importante entender e mostrar às crianças que só juntar e não gastar não faz sentido. O dinheiro é um meio. Serve para facilitar as coisas.