Como investir no Tesouro Direto

By 28 de agosto de 2015 Investimento No Comments
Tesouro Direto

Imagem: Pixabay

 

Uma das principais preocupações de quem pretende começar a investir é garantir o recebimento do valor ao fim do período. E, quando o assunto é segurança, é quase unânime entre especialistas a opção pelo Tesouro Direto.

 

O Tesouro Direto são títulos públicos emitidos pelo governo federal com objetivo de juntar dinheiro para pagar dívidas e financiar setores como educação, saúde e infraestrutura. O investidor, nesse caso, empresta dinheiro ao governo.

 

Esses títulos são considerados seguros por um motivo simples: são garantidos pelo governo. E as chances de um país quebrar são consideravelmente mais baixas que as de qualquer instituição financeira privada fechar as portas.

 

Há duas maneiras de realizar esse tipo de investimento: a primeira é participando de um fundo que invista neles, quando a compra dos títulos é realizada por um administrador profissional. A segunda é comprar diretamente pela Internet. Para isso, no entanto, é preciso do chamado agente de custódia, que pode ser um banco ou uma corretora. Esse agente é apenas um intermediário: caso ele vá à falência, os títulos continuarão no seu nome e CPF.

 

Os títulos públicos podem ser pré-fixados (o rendimento é definido no momento em que é feito o investimento) ou pós-fixados (que têm a rentabilidade associada a algum índice, como o IPCA ou a Taxa Selic). Os títulos pós-fixados, em geral, se favorecem em um momento de alta dos juros. Já os pré-fixados podem garantir o rendimento em um momento de queda de juros.

 

Quando comprados, eles têm um prazo de vencimento, quando o governo pagará ao investidor o que foi investido. Mas se títulos forem vendidos antes dessa data, o ganho ou a perda estará sujeito ao valor de mercado naquele momento – no caso de ele ser menor do que o que você pagou, poderá perder dinheiro.

 

A exceção é o Tesouro Selic, que é pós-fixado. Ao vendê-lo antes do prazo, você irá resgatar o dinheiro aplicado somado aos juros do período, sem penalidades. Também por esse motivo, ele é indicado, para investidores principiantes, como substituto da poupança.

 

Já os juros sobre o rendimento você pode escolher receber a cada seis meses – e reinvestir o valor, caso deseje – ou ao final do investimento. O valor mínimo para aplicação é 1% do valor de um título, desde que não seja inferior a R$ 30.

 

Apesar das vantagens, há pelo menos três taxas que incidem sobre o Tesouro Direto e é bom ficar atento às suas variações. A taxa de corretagem é padronizada e cobrada semestralmente pela BM&FBOVESPA, que regula os investimentos na bolsa de valores. O valor é fixo, 0,3%, ao ano. O agente de custódia cobra uma taxa administrativa, que varia entre 0% e 0,5% ao ano. Por fim, o Imposto de Renda incide sobre o investimento. Nesse caso, quanto mais tempo você deixa seu dinheiro investido, menos você paga de imposto.
Mesmo com a cobrança de taxas, no entanto, o retorno dos títulos públicos ainda é superior ao de investimentos como a caderneta de poupança. Que tal dar uma chance a eles?

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