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Descubra como ter o controle do seu dinheiro.

Monthly Archives: setembro 2015

Como pagar as dívidas e sair do vermelho

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Crédito: CC0 Public Domain / FAQ

Crédito: CC0 Public Domain / FAQ

 

É difícil organizar a vida financeira ou pensar em juntar dinheiro quando nem se consegue sair do vermelho. Mas mesmo com a situação econômica ruim, não adianta achar que é um assunto sem solução e aceitar a condição de endividado. Sempre há uma saída, mas é preciso tempo para analisar a situação e foco para sair do buraco.

#1 Aceite que você tem um problema

Não importa os motivos, você deixou suas finanças se descontrolarem e está numa situação complicada. Não adianta ficar se martirizando ou tentando achar culpados – isso não importa. Encare o problema e tenha foco em resolvê-lo.

#2 Entenda o tamanho da bola de neve

Coloque no papel tudo o que você deve e os juros de cada dívida. Empréstimos podem ter juros diários, mensais e até anuais. Preste atenção qual é o tamanho de sua dívida atual (se pudesse pagar tudo à vista hoje) e sua dívida parcelada (com os juros inclusos).

#3 Organize as suas finanças

Anote todos os seus ganhos e gastos. Entenda quanto dinheiro você recebe mensalmente, quanto gasta com contas fixas (água, luz, aluguel), com contas variáveis (como supermercado e restaurantes), e quanto dinheiro sobra para gastos pontuais (compras em geral).

#4 Comece a economizar

Se você está endivididado, não deve sobrar muito dinheiro no final do mês. Então aproveite que está organizando suas finanças e comece a cortar gastos. Talvez seu plano de celular seja muito alto, ou você possa cancelar a TV por assinatura. Ainda é possível diminuir a conta de luz, economizar no supermercado e cortas gastos supérfulos como restaurantes, bares e outras compras.

#5 Priorize as dívidas com juros maiores

Cartões de crédito e cheque especial são as linhas de crédito com os maiores juros. Se você tem dinheiro para quitar alguma dívida, foque nelas e nunca pague apenas o mínimo do cartão de crédito. A ideia é tentar diminuir a velocidade da bola de neve de juros.

#6 Negocie

Tente negociar prazos maiores e juros menores para cada uma das dívidas. É preciso fazer as parcelas das dívidas caber no seu orçamento mensal.

#7 Renegocie as dívidas

Se as dívidas são muitas e mesmo organizando suas contas, economizando dinheiro e negociando prazos e juros você não vai conseguir pagar as mensalidades e quitá-las dentro do previsto, está na hora de pensar em trocar a dívida. Vá ao seu banco ou a uma financeira e converse sobre a possibilidade de contratar um empréstimo (que tenha juros mais baixos que as suas dívidas atuais). Assim você quita todas as duas dívidas de uma vez e fica apenas com uma com juros mais baixo. Preste atenção à taxa de juros e tenha certeza que irá conseguir pagar as parcelas dentro do prazo.

#8 Mantenha o foco e seja persistente

Não importa qual é a sua situação, depois de organizar suas contas, entender o tamanho da dívida e fazer uma estratégia para pagá-la, é  fundamental ser persistente. Você provavelmente terá que passar alguns meses fazendo um controle financeiro minucioso e economizando bastante dinheiro. Mas irá valer a pena.

 

 

Como o dólar a R$4 afeta o dia a dia do consumidor?

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Crédito imagem: Torange-pt.com

Crédito imagem: Torange-pt.com

 

O ‪dólar‬ atingiu hoje o valor mais alto desde a criação do ‪Plano Real‬, em 1994. Entre o as reclamações e as piadas nas redes sociais, é importante entender como isso afeta o nosso dia a dia. Claro que os mais afetados são quem tem viagem marcada para o exterior, mas eles estão longe de ser os únicos.

Todos os ‪‎produtos importados‬ (que não são poucos) estão ficando mais caros com a alta da moeda e devem continuar a subir. É importante ficar atento a quais produtos que consumimos no dia a dia são importados ou tem matéria-prima vinda do exterior. Por exemplo, cerca de 50% do trigo consumido no Brasil vem de fora, o que quer dizer que produtos como massas e pães estão ficando mais caros.

Além do trigo, boa parte dos eletrodomésticos, eletroeletrônicos, brinquedos, produtos de higiene e itens de limpeza são importados e os preços devem continuar subindo em função da cotação. É muito importante comparar os preços e pesquisar se é possível substituir os produtos por similares produzidos no Brasil.

Se quem costuma comprar produtos do exterior pela internet ainda não diminuiu as compras, está na hora. Além da cotação deixar os produtos muito caros, a tendência da moeda é de alta e fica díficil saber qual será a cotação no dia do fechamento da fatura. Sem contar que ainda é preciso pagar IOF em cima da compra.

Quem tem viagem marcada para o exterior realmente tem um problema em mãos. O ideal é adiar a viagem e priorizar destinos nacionais, ou ainda optar por viajar para países onde a cotação seja mais favorável.

O problema é que todas as passagens de avião ficam mais caras com a alta do dólar, então o melhor é optar por locais onde é possível ir de carro ou ônibus. Se você tem viagem para o exterior marcada e não tem como adiar, a melhor opção é segurar a ansiedade, monitorar a cotação e comprar a moeda aos poucos. Assim você pode ter uma boa cotação média no final, já que o dólar deve seguir instável.

Como morar sozinho em tempos de crise?

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Crédito imagem: Nathan O'Nions / Flickr

Crédito imagem: Nathan O’Nions / Flickr

 

Quando o assunto é independência, poucos momentos são tão emblemáticos quanto a hora de deixar a casa dos pais. Em momentos de crise econômica, o cenário pode ser ainda mais complicado, mas tudo é questão de organização e planejamento. É preciso estudar a situação e estar consciente dos sacrifícios necessários para lidar com as novas responsabilidades sem o auxílio paterno.

– Primeiro, a pessoa terá de ter noção de que todos os gastos ficarão por conta dela. Isso significa que ela pode ter de diminuir um pouco o padrão de vida a que estava acostumada – alerta o educador financeiro Adriano Severo.

Para Severo, antes de partir para uma vida independente, é preciso avaliar quais as contas fixas a serem pagas, o quanto se tem para gastar e, por fim, o que sua renda pode proporcionar. Segundo o especialista, uma boa dica para começar sem comprometer as finanças drasticamente é tentar se manter apenas com o estritamente necessário nos primeiros meses.

– Não há necessidade, por exemplo, de a pessoa instalar uma TV por assinatura assim que se mudar. É algo que pode esperar até que ela tenha condições de incorporar às contas da casa – sugere.

Outra dica é, ao menos no começo, evitar ao máximo luxos e compras supérfluas, como aquele queijo importado que você tanto adora ou guloseimas no supermercado. O mais importante, porém, não é segurar os gastos: é manter as contas na ponta do lápis.

Conforme Severo, monitorar o que entra e sai de dinheiro é importante para se habituar à nova realidade financeira e fazer projeções mais adequadas. O especialista sugere que se anote pelo menos os principais gastos – luz, telefone, internet, aluguel e condomínio – nos primeiros seis meses.

– A principal parte é ter tudo tabelado. Pode ser no computador, no papel, no celular. Assim, é possível se programar, ter lazer, planejar férias – avalia.

O ideal, segundo o educador financeiro, é que a soma das principais contas não comprometa muito mais do 60% da renda mensal. Muitas imobiliárias já dão uma forcinha involuntária nesse quesito, permitindo apenas o aluguel de imóveis que comprometam um percentual baixo – em geral até 30% – da renda do locatário.

Já o modo de pagamento das contas é indiferente, na opinião de Severo. Débito automático pode ajudar em alguns casos, mas há quem prefira se programar para ir ao caixa eletrônico. Nesse caso, é importante ter os prazos controlados, para não perder dinheiro com juros e multas por atraso.

– É importante descobrir o jeito mais confortável de fazer isso. Cuidar da vida financeira tem que ser prazeroso – diz Severo.

Um dos mais agradáveis argumentos para administrar as próprias finanças sem sofrimento é que, com as despesas sob controle, é possível pensar além da rotina. Aquela viagem de férias com a qual você sonha há tanto tempo fica mais perto da realidade quando se toma as rédeas da própria vida financeira. Mas ela também precisa entrar no orçamento:

– Para poder se programar, têm que se pensar nas férias como despesa. Definir um percentual de renda para aquilo e um prazo para realizar a viagem. Sem isso, o dinheiro vai ser gasto – ensina Severo.

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Aposentadoria com previdência privada vale a pena?

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Crédito de imagem: Tax Credits / Flickr

Previdência privada vale a pena?

De olho em uma aposentadoria tranquila, algumas pessoas recorrem à Previdência Privada, visando acumular ganhos e ter mais liberdade para escolher a hora de parar. Mas será que esse tipo de investimento realmente vale a pena?

Segundo especialistas, a Previdência Privada é vantajosa em poucos casos. O principal é quando se tem pouca familiaridade com outros investimentos, como os títulos públicos, que costumam apresentar boa rentabilidade e maior autonomia, além de taxas menores. Outro caso é se o investidor for jovem. Quanto mais cedo o investimento é iniciado, menor será o esforço mensal de poupança para atingir uma aposentadoria confortável no futuro.

A previdência privada pode ser de dois tipos: aberta ou fechada. A primeira pode ser contratada por qualquer pessoa, enquanto a segunda é voltada para um grupo fechado, geralmente da mesma empresa ou sindicato.

O plano previdenciário é, na verdade, um gestor financeiro de seus investimentos. Geralmente, um banco ou uma corretora irá investir o seu dinheiro em títulos públicos, ações ou outros investimentos que possam fazer parte da carteira. Por isso, você pagará algumas taxas – como a de administração e a de saída, cobrada na hora de retirar o dinheiro.

Na previdência privada, é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade dos depósitos. Ou seja, você pode investir R$ 100 por mês durante 20 anos, por exemplo. O valor investido pode ser resgatado a qualquer momento, mas é importante ficar atento às taxas de saída, que costumam ser mais caras para quem retira o dinheiro antes do prazo.

O Imposto de Renda também incidirá na hora da retirada do prêmio. Há duas formas de tributação: a tabela progressiva, vantajosa para quem quer retirar um aporte menor ou parcelado, já que a alíquota é proporcional ao valor a ser resgatado, e a tabela regressiva, boa opção para quem pretende investir por prazos mais longos _ acima de 10 anos _ e só vai resgatar o valor ao final. Nesse caso, quanto mais tempo o dinheiro permanece no plano, menor será a alíquota do IR a pagar.

Existem dois tipos de planos de previdência privada: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). O PGBL é recomendado para pessoas com renda mais alta, pois o valor pago ao plano pode ser abatido do Imposto de Renda (desde que o valor represente até 12% da renda bruta anual). Quando o dinheiro é sacado, o tributo a ser pago é calculado sobre o saldo total do fundo na hora da retirada.

Já o VGBL é voltado para quem tem uma renda menor e quem faz a declaração do IR nos formulários simplificados ou é isento. A diferença para o primeiro é que, quando o dinheiro é sacado, o imposto será cobrado referente ao rendimento do valor investido, e não do saldo total.

Ao final do plano, você pode optar por retirar todo o valor investido ou receber parcelas mensais, assim como na aposentadoria da Previdência Social (INSS). A vantagem de receber um valor único é não ter mais de pagar as taxas administrativas, mas pode se tornar um problema se você não souber administrar o dinheiro.

Chegou a final do MasterChef – que tal se inspirar e economizar cozinhando em casa?

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Crédito: Band / Divulgação

Hoje saberemos quem será o ganhador: Izabel Alvares ou Raul Lemos Crédito: Band / Divulgação

 

Depois de quase quatro meses do começo da temporada, nesta noite finalmente saberemos quem é o ganhador da segunda edição do MasterChef Brasil – Raul Lemos ou Izabel Alvares. Passada toda a ansiedade e emoção que o reality show pode nos trazer de lado, o programa tem mais a oferecer: incentivar as pessoas (re)começarem a cozinhar.

Não só é divertido e mais saudável, mas preparar suas próprias refeições economiza dinheiro. E muito! Comer fora e pedir tele entrega na maior parte das refeições é normal para a maioria das pessoas que trabalham oito horas por dia. Mas mesmo para quem recebe vale alimentação, esse dinheiro faz muita diferença no final do mês.

Você já fez as contas de quanto gasta com refeições fora de casa?

O principal motivo apontado para não cozinhar no dia a dia é tempo, mas é possível se organizar para preparar as refeições mesmo na rotina corrida que a maioria das pessoas tem.

1) Nem toda refeição precisa ser um prato gourmet digno de nota máxima dos jurados do MasterChef. Tem muitas refeições gostosas que podem ser feitas em poucos minutos. Para provar que eu não estou exagerando, o chef-super star Jamie Oliver tem um livro todo dedicado a receitas de 15 minutos.

2) Você pode preparar os alimentos antes para facilitar o dia a dia. Separe uma noite por semana e faça alguns pratos-chave como feijão e arroz, corte e tempere as carnes, faça um bom molho de tomate e descasque e pique legumes como cenoura e batata.

3) Além de preparar os alimentos, você pode de fato fazer refeições completas e congelá-las. Lembre de guardar os alimentos em porções, porque descongelar e congelar novamente estraga os produtos.

Para economizar ainda mais, você pode criar o hábito de ir na feira toda semana onde os produtos são mais baratos e mais saudáveis. Ou ainda pode pesquisar e encontrar o supermercado mais barato na sua região e fazer um rancho mensal dos produtos não perecíveis.