Aposentadoria com previdência privada vale a pena?

By 17 de setembro de 2015 Investimento No Comments
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Crédito de imagem: Tax Credits / Flickr

Previdência privada vale a pena?

De olho em uma aposentadoria tranquila, algumas pessoas recorrem à Previdência Privada, visando acumular ganhos e ter mais liberdade para escolher a hora de parar. Mas será que esse tipo de investimento realmente vale a pena?

Segundo especialistas, a Previdência Privada é vantajosa em poucos casos. O principal é quando se tem pouca familiaridade com outros investimentos, como os títulos públicos, que costumam apresentar boa rentabilidade e maior autonomia, além de taxas menores. Outro caso é se o investidor for jovem. Quanto mais cedo o investimento é iniciado, menor será o esforço mensal de poupança para atingir uma aposentadoria confortável no futuro.

A previdência privada pode ser de dois tipos: aberta ou fechada. A primeira pode ser contratada por qualquer pessoa, enquanto a segunda é voltada para um grupo fechado, geralmente da mesma empresa ou sindicato.

O plano previdenciário é, na verdade, um gestor financeiro de seus investimentos. Geralmente, um banco ou uma corretora irá investir o seu dinheiro em títulos públicos, ações ou outros investimentos que possam fazer parte da carteira. Por isso, você pagará algumas taxas – como a de administração e a de saída, cobrada na hora de retirar o dinheiro.

Na previdência privada, é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade dos depósitos. Ou seja, você pode investir R$ 100 por mês durante 20 anos, por exemplo. O valor investido pode ser resgatado a qualquer momento, mas é importante ficar atento às taxas de saída, que costumam ser mais caras para quem retira o dinheiro antes do prazo.

O Imposto de Renda também incidirá na hora da retirada do prêmio. Há duas formas de tributação: a tabela progressiva, vantajosa para quem quer retirar um aporte menor ou parcelado, já que a alíquota é proporcional ao valor a ser resgatado, e a tabela regressiva, boa opção para quem pretende investir por prazos mais longos _ acima de 10 anos _ e só vai resgatar o valor ao final. Nesse caso, quanto mais tempo o dinheiro permanece no plano, menor será a alíquota do IR a pagar.

Existem dois tipos de planos de previdência privada: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). O PGBL é recomendado para pessoas com renda mais alta, pois o valor pago ao plano pode ser abatido do Imposto de Renda (desde que o valor represente até 12% da renda bruta anual). Quando o dinheiro é sacado, o tributo a ser pago é calculado sobre o saldo total do fundo na hora da retirada.

Já o VGBL é voltado para quem tem uma renda menor e quem faz a declaração do IR nos formulários simplificados ou é isento. A diferença para o primeiro é que, quando o dinheiro é sacado, o imposto será cobrado referente ao rendimento do valor investido, e não do saldo total.

Ao final do plano, você pode optar por retirar todo o valor investido ou receber parcelas mensais, assim como na aposentadoria da Previdência Social (INSS). A vantagem de receber um valor único é não ter mais de pagar as taxas administrativas, mas pode se tornar um problema se você não souber administrar o dinheiro.

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