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Descubra como ter o controle do seu dinheiro.

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Como começar a juntar e como investir R$200 mensais

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Grande parte das pessoas tem o mesmo problema em relação a dinheiro: não consegue juntar porque gasta tudo que recebe. Isso acontece porque sempre há necessidades e desejos para serem saciados e nunca parece que aquela quantia, um valor pequeno, irá fazer diferença no futuro. O problema está na maneira de enxergar o fluxo de dinheiro e na falta de planejamento.

Se você pensar naquele R$100 gastos num sapato, os R$50 num jantar com a(o) namorada(o) e mais R$50 no barzinho com os amigos, não parece um mal gasto. Mas você precisa pensar a longo prazo. Como você consegue adaptar seus hábitos para economizar algum dinheiro? Qualquer quantia mensal irá fazer diferença depois de algum tempo, principalmente nos momentos de emergência que normalmente levam as pessoas a se endividarem.

Um valor bem acessível é R$200. Esse dinheiro pode não sobrar nunca, mas se você encarar como um compromisso, como uma conta a ser paga todo dia 5, não é díficil guardar esse valor. Uma maneira de fazer isso é contratar um poupança automatica e programar para que o banco transfira esse valor da sua conta corrente para a sua poupança automaticamente.

Quem sabe você não se organiza para começar a fazer isso agora, em janeiro de 2016?

Pense bem, no final do ano, esse R$200 são R$2400. Em dois anos, R$4800. Talvez pareça pouco, mas irá fazer diferença em caso de alguma emergência, ou para fazer uma viagem nas férias. Mas mais do que isso, você pode investir esse dinheiro e fazer ele render. Então, você irá guardar R$200 por mês, mas ganhará mais do que isso. Investir não é só para gente rica que possui grandes quantias. É possível começar a investir com valores baixos.

Para começar a investir você precisa levar algumas coisas em consideração:

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Rentabilidade x Risco

A regra geral dos investimentos é: quanto mais risco, maior a rentabilidade. Os investimentos de renda variável possuem a maior rentabilidade e também o maior risco. Se você tem pouco dinheiro para investir e está começando agora, você provavelmente deve focar em investimentos mais seguros, como os de renda fixa.

Liquidez

Mas você não deve apenas pensar em rentabilidade e segurança, você também tem que levar em conta a liquidez do investimento. A liquidez é a facilidade com que você pode retirar o seu dinheiro do investimento. A maioria dos investimento que possuem uma baixa liquidez rendem mais do que os que têm alta liquidez e você pode sacar o seu dinheiro a qualquer momento. Para tomar essa decisão você precisa saber qual o seu objetivo com o investimento.

Imposto x isenção

Algumas pessoas se assustam com o fato de ser preciso pagar imposto de renda sobre o rendimento de alguns investimentos, mas não há motivo para isso. O que não pode acontecer é ser pego desprevenido. Na hora de escolher o investimento, você tem que levar em conta quanto irá investir, por quanto tempo, qual a rentabilidade e quanto deverá pagar de imposto.

Em muitos casos, o imposto diminui quando o dinheiro é investido por períodos mais longos. Então muitas vezes irá valer mais a pena o investimento que incide imposto, pois ele rende mais.

Depois de ter isso firme na sua cabeça você precisa entender as suas principais opções

Renda Fixa x Renda Variável

Renda fixa é um tipo de investimento no qual o investidor sabe quanto vai receber no final do prazo (entre eles estão os títulos públicos, CDB, LCI e LCA), enquanto a renda variável (como compra de ações da bolsa) não garante nenhum ganho, podendo levar o investidor a perder dinheiro. Quanto maior o risco, maior a rentabilidade: se você comprar uma ação por R$20, no dia seguinte ela pode valer R$50 ou R$5. Não há certeza.

Para diminuir os riscos e aplicar de forma inteligente em renda variável, é preciso se informar sobre o assunto. Uma alternativa para investir em renda variável com riscos menores e sem precisar estudar tanto do assunto é optar por fundos de investimento, que falaremos mais para frente.

Emissor público x privado

No investimento em renda fixa — o preferido dos investidores iniciantes pela sua segurança — os títulos podem ser emitidos por um emissor público (Governo) ou privado (empresas). Em geral, os títulos emitidos pelo Governo são considerados mais seguros que os emitidos por empresas, mas isso não é uma regra geral.

Quando você investe em renda fixa, você está emprestando dinheiro ao emissor que, em troca, irá lhe pagar juros até a data de vencimento. O maior risco acontece se o emissor ficar inadimplente e não pagar a dívida, é possível isso acontecer tanto com o Governo quanto com empresas, mas é bastante improvável. Além disso, a maioria dos títulos de renda fixa estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGV) que asseguram aplicações até R$250 mil em caso de quebra da instituição.

Rentabilidade prefixada ou pós-fixada

Nos rendimentos prefixados, a taxa de retorno é acertada antes e o investidor sabe exatamente quanto irá receber no final. No caso das pós-fixadas, a taxa de retorno varia de acordo com a oscilação dos índices utilizados para determiná-la.

A maioria dos investimentos em renda fixa pós-fixados estão atrelados à taxa Selic. Portanto, se a taxa de juros oficial aumentar, a rentabilidade aumenta e, se ela diminuir, a rentabilidade diminuiu. Sabendo a que índice a rentabilidade está atrelada, é bem fácil acompanhar as notícias e saber como anda a rentabilidade do investimento. Lembrando que o governo brasileiro vem trabalhando com taxa de juros altas para tentar controlar a inflação e não há previsão de que isso mude.

Fundo de investimentos

Fundos de Investimentos são uma aplicação financeira coletiva em que várias pessoas (cotistas) dão dinheiro para uma empresa administrar e investir. Quando você investe em um fundo, você adquire cotas, que é uma fração do patrimônio do fundo. Quando o patrimônio cresce, o valor da cota também cresce e é assim que você lucra.

Os principais prós de investir em um fundo são contar com um especialistapara gerenciar seu investimento, a alta liquidez e ter um investimentodiversificado. Os fundos costumam diversificar os investimentos (estratégia aconselhada) e assim não apostam todos os ovos em uma cesta só.

Mas não pense que ao investir em um fundo não é preciso se informar. É preciso olhar o histórico de rendimento do fundo, ler o regulamento com atenção para entender como funciona e principalmente prestar atenção às taxas.

O maior problema com fundos de investimentos para pequenos valores é que, quanto menor o investimento, maior o número de cotistas, o que torna a administração mais trabalhosa e cara, aumentando a taxa de administração. Porém, não cometa o erro de escolher cegamente o fundo com menor taxa de administração, é preciso comparar com o histórico de rendimento para ver se a taxa maior não irá valer a pena.

Alguns fundos ainda cobram taxa de performance, que é uma taxa cobrada como um prêmio ao administrador quando a rentabilidade supera a taxa de seu benchmark (outro investimento estabelecido previamente). Isso deve ser levado em conta também

As opções são muitas e não é tão complicado quanto pode parecer em um primeiro momento. Em poucas horas você pode organizar suas finanças e planejar o seu investimento.

Como garantir uma aposentadoria suficiente?

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Com o envelhecimento da população brasileira, já era previsto que a previdência pública teria que sofrer alterações. A crise que atingiu o país e o governo fez com que essa mudança se acelerasse. O processo para se aposentar já foi alterado neste ano, e novas mudanças devem vir por aí.

O executivo deve enviar uma proposta de Reforma da Previdência para o Congresso que inclui uma idade mínima para se aposentar: 60 para mulheres e 65 para os homens.

Quem está preocupado em ter uma renda suficiente para aproveitar uma aposentadoria tranquila precisa começar a pensar nisso o quanto antes. A melhor tática é diversificar e não apostar todo seu dinheiro e atenção em apenas uma modalidade.

Previdência privada aberta

A opção de previdência privada é boa para quem não tem familiaridade com outros investimentos. Ela é bastante segura, porém, as taxas são bem altas e, apesar de se poder deduzir até 12% da renda bruta na declaração do Imposto de Renda, é preciso pagar imposto no momento do resgate da aplicação. Saiba mais sobre os tipos de previdência privada aqui.

Fundo de Pensão coletiva

São fundos de empresas (ou conjunto de empresas) fechados para funcionários. Normalmente as empresas oferecem o benefício para atrair e reter talentos. Entre os planos de previdência, este é o mais rentável e também permite que o participante deduza até 12% de sua renda tributável.

Porém, é importante estudar bem as regras do contrato para saber o que acontece se você deixar a empresa. Também é importante que o fundo seja fiscalizado para saber como estão investindo o dinheiro e ter certeza que consiguirão pagar o benefício quando o momento chegar.

Imóveis

Se você tem um perfil mais consevador, você pode pensar em investir em imóveis. Este está longe de ser o investimento mais rentável, mas ainda é um dos preferidos dos brasileiros. O mercado imobiliário é bastante volúvel, é preciso gastar com reformas para evitar depreciação e a rentabilidade do aluguel muitas vezes não é compatível com o valor investido.

Renda Fixa

Se você é disciplinado e está disposto a se informar para entender sobre investimentos, este é um dos caminhos mais rentáveis. A Renda Fixa é um investimento seguro e com maior retorno que as opções anteriores. Ela é uma boa opção para aposentadoria pois quanto mais tempo você deixa o dinheiro investido, mas retorno tem.

Esses títulos devolvem o valor investido mais os juros referentes ao período em que o dinheiro ficou depositado. Estes investimentos pagam uma porcentagem do CDI, taxa que acompanha a evolução da taxa de juros Selic. Então, enquanto a taxa de juros estiver alta, estes investimentos se mantém bastante rentáveis. Os principais ativos de renda fixa são os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), o Tesouro Direto e os fundos de investimento. Saiba mais detalhes sobre aqui.

Renda Variável

Ações de empresas e fundos imobiliários estão entre os investimentos de renda variável. A regra geral dos investimento é que quanto maior o risco, maior o retorno. Porém, se você não tem conhecimento na área, pode ser difícil começar a investir sem sofrer perdas.

Se você quer começar, estude sobre e comece a apostar em ações de empresas sólidas que constumam oscilar no máximo 10% ao ano.

São muitas opções e elas variam em rentabilidade e segurança. O ideal é variar os investimentos para otimizar o rendimento e diminuir os riscos.

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Aposentadoria com previdência privada vale a pena?

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Crédito de imagem: Tax Credits / Flickr

Previdência privada vale a pena?

De olho em uma aposentadoria tranquila, algumas pessoas recorrem à Previdência Privada, visando acumular ganhos e ter mais liberdade para escolher a hora de parar. Mas será que esse tipo de investimento realmente vale a pena?

Segundo especialistas, a Previdência Privada é vantajosa em poucos casos. O principal é quando se tem pouca familiaridade com outros investimentos, como os títulos públicos, que costumam apresentar boa rentabilidade e maior autonomia, além de taxas menores. Outro caso é se o investidor for jovem. Quanto mais cedo o investimento é iniciado, menor será o esforço mensal de poupança para atingir uma aposentadoria confortável no futuro.

A previdência privada pode ser de dois tipos: aberta ou fechada. A primeira pode ser contratada por qualquer pessoa, enquanto a segunda é voltada para um grupo fechado, geralmente da mesma empresa ou sindicato.

O plano previdenciário é, na verdade, um gestor financeiro de seus investimentos. Geralmente, um banco ou uma corretora irá investir o seu dinheiro em títulos públicos, ações ou outros investimentos que possam fazer parte da carteira. Por isso, você pagará algumas taxas – como a de administração e a de saída, cobrada na hora de retirar o dinheiro.

Na previdência privada, é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade dos depósitos. Ou seja, você pode investir R$ 100 por mês durante 20 anos, por exemplo. O valor investido pode ser resgatado a qualquer momento, mas é importante ficar atento às taxas de saída, que costumam ser mais caras para quem retira o dinheiro antes do prazo.

O Imposto de Renda também incidirá na hora da retirada do prêmio. Há duas formas de tributação: a tabela progressiva, vantajosa para quem quer retirar um aporte menor ou parcelado, já que a alíquota é proporcional ao valor a ser resgatado, e a tabela regressiva, boa opção para quem pretende investir por prazos mais longos _ acima de 10 anos _ e só vai resgatar o valor ao final. Nesse caso, quanto mais tempo o dinheiro permanece no plano, menor será a alíquota do IR a pagar.

Existem dois tipos de planos de previdência privada: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). O PGBL é recomendado para pessoas com renda mais alta, pois o valor pago ao plano pode ser abatido do Imposto de Renda (desde que o valor represente até 12% da renda bruta anual). Quando o dinheiro é sacado, o tributo a ser pago é calculado sobre o saldo total do fundo na hora da retirada.

Já o VGBL é voltado para quem tem uma renda menor e quem faz a declaração do IR nos formulários simplificados ou é isento. A diferença para o primeiro é que, quando o dinheiro é sacado, o imposto será cobrado referente ao rendimento do valor investido, e não do saldo total.

Ao final do plano, você pode optar por retirar todo o valor investido ou receber parcelas mensais, assim como na aposentadoria da Previdência Social (INSS). A vantagem de receber um valor único é não ter mais de pagar as taxas administrativas, mas pode se tornar um problema se você não souber administrar o dinheiro.

Tesouro Direto

Como investir no Tesouro Direto

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Imagem: Pixabay

 

Uma das principais preocupações de quem pretende começar a investir é garantir o recebimento do valor ao fim do período. E, quando o assunto é segurança, é quase unânime entre especialistas a opção pelo Tesouro Direto.

 

O Tesouro Direto são títulos públicos emitidos pelo governo federal com objetivo de juntar dinheiro para pagar dívidas e financiar setores como educação, saúde e infraestrutura. O investidor, nesse caso, empresta dinheiro ao governo.

 

Esses títulos são considerados seguros por um motivo simples: são garantidos pelo governo. E as chances de um país quebrar são consideravelmente mais baixas que as de qualquer instituição financeira privada fechar as portas.

 

Há duas maneiras de realizar esse tipo de investimento: a primeira é participando de um fundo que invista neles, quando a compra dos títulos é realizada por um administrador profissional. A segunda é comprar diretamente pela Internet. Para isso, no entanto, é preciso do chamado agente de custódia, que pode ser um banco ou uma corretora. Esse agente é apenas um intermediário: caso ele vá à falência, os títulos continuarão no seu nome e CPF.

 

Os títulos públicos podem ser pré-fixados (o rendimento é definido no momento em que é feito o investimento) ou pós-fixados (que têm a rentabilidade associada a algum índice, como o IPCA ou a Taxa Selic). Os títulos pós-fixados, em geral, se favorecem em um momento de alta dos juros. Já os pré-fixados podem garantir o rendimento em um momento de queda de juros.

 

Quando comprados, eles têm um prazo de vencimento, quando o governo pagará ao investidor o que foi investido. Mas se títulos forem vendidos antes dessa data, o ganho ou a perda estará sujeito ao valor de mercado naquele momento – no caso de ele ser menor do que o que você pagou, poderá perder dinheiro.

 

A exceção é o Tesouro Selic, que é pós-fixado. Ao vendê-lo antes do prazo, você irá resgatar o dinheiro aplicado somado aos juros do período, sem penalidades. Também por esse motivo, ele é indicado, para investidores principiantes, como substituto da poupança.

 

Já os juros sobre o rendimento você pode escolher receber a cada seis meses – e reinvestir o valor, caso deseje – ou ao final do investimento. O valor mínimo para aplicação é 1% do valor de um título, desde que não seja inferior a R$ 30.

 

Apesar das vantagens, há pelo menos três taxas que incidem sobre o Tesouro Direto e é bom ficar atento às suas variações. A taxa de corretagem é padronizada e cobrada semestralmente pela BM&FBOVESPA, que regula os investimentos na bolsa de valores. O valor é fixo, 0,3%, ao ano. O agente de custódia cobra uma taxa administrativa, que varia entre 0% e 0,5% ao ano. Por fim, o Imposto de Renda incide sobre o investimento. Nesse caso, quanto mais tempo você deixa seu dinheiro investido, menos você paga de imposto.
Mesmo com a cobrança de taxas, no entanto, o retorno dos títulos públicos ainda é superior ao de investimentos como a caderneta de poupança. Que tal dar uma chance a eles?

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Qual o investimento mais indicado para 2015?

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Se o baixo crescimento econômico e a instabilidade política costumam desestimular grandes investidores a apostarem no Brasil, algumas de suas consequências, como o aumento da taxa básica de juros, podem favorecer os pequenos aplicadores.

Diante deste cenário econômico, os investimentos em renda fixa são os mais indicados. Isso porque a rentabilidade dessas aplicações acompanha a taxa Selic, que tem subido nos últimos meses e tende a continuar crescendo – atualmente, se aproxima dos 13%. Além disso, são oportunidades seguras e de boa liquidez.

Entre as opções em renda fixa, as mais recomendadas são as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs), títulos públicos pós-fixados que acompanham a Selic, além de títulos bancários que pagam um percentual do Certificado de Depósitos Interbancários (CDI), como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs).

Os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) são títulos emitidos pelos bancos para captar dinheiro junto a investidores. Eles são seguros porque são protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC), que assegura a recuperação dos investimentos em caso de liquidação ou falência da instituição. O ideal para quem busca este tipo de investimento é procurar instituições que paguem pelo menos 100% dos CDI.

Já as Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) são emitidas pelo governo federal, o que as torna um dos mais seguros tipos de investimento. Elas são pós-fixadas e sua rentabilidade está atrelada à Taxa Selic. Para comprar esses títulos, é preciso um agente de custódia – que pode ser o seu banco em alguns casos.

Outras boas opções em rende fixa são as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). Enquanto as primeiras estão vinculadas ao mercado imobiliário – e vão bem, embora esse mercado não esteja em boa fase -, as LCAs têm o lastro de sua operação no agronegócio. As principais vantagens desses títulos é que eles são isentos de imposto de renda e têm garantia do FGC.

As Letras de Câmbio são geradas por instituições financeiras que trabalham com Crédito Consignado e Crédito Pessoal, que captam o que será emprestado. As rentabilidades deste tipo de investimento são bastante expressivas: algumas chegam a pagar 130% do CDI. Elas também são protegidas pelo FGC.

Por fim, os fundos DI buscam acompanhar a variação diária das taxas de juros (Selic/CDI), e, portanto, se beneficiam em um cenário de alta de juros. Eles costumam investir 95% em títulos do Tesouro Nacional, o que torna esse tipo de investimento muito seguro.

Como todo tipo de investimento, as aplicações em renda fixa também têm custos, que devem ser avaliados com cautela para que o investidor não perca dinheiro. A incidência de taxas de administração ou do Imposto de Renda, além da inflação do período, podem corroer a rentabilidade do investimento.

Quanto mais tempo o valor ficar investido, menor a alíquota a ser paga. As taxas costumam partir de 22,5% para aplicações de até 180 dias e baixam a 15% para aquelas que superam 720 dias.

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Tirando o dinheiro da poupança: como começar a investir em renda fixa

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Imagem: Pixabay/Negativespace

A poupança é um lugar seguro e conveniente, por outro lado, sabemos que ela está longe de ser a melhor escolha quando se trata de investir.

Se a poupança é um lugar seguro e conveniente para proteger seu dinheiro da inflação, por outro lado, sabemos que ela está longe de ser a melhor escolha quando se trata de investir. A boa notícia é que existem opções que fazem o seu dinheiro render mais e são tão seguras quanto a caderneta.

 

Uma boa maneira de começar sem correr riscos é optar pelos investimentos em renda fixa – da mesma família da caderneta de poupança. Isso porque eles consistem em aplicações financeiras que prometem devolver o principal investido mais os juros referente período em que o dinheiro ficou depositado, ou seja, o retorno é garantido.

 

Esses títulos rendem mais que a poupança porque costumam pagar uma porcentagem do CDI, taxa fixada diariamente pelos bancos, que acompanha a evolução da Selic, a taxa básica de juros (atualmente em torno de 13%). Os principais ativos de renda fixa são os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), o Tesouro Direto e os fundos de investimento.

Tipo de emissor do título, público ou privado

Esses investimentos se dividem, basicamente, pelo tipo de emissor do título, que pode ser público – como no caso do Tesouro Direto – ou privado – CDB, LCI, LCA e fundos – e pelo prazo de duração do investimento: pré-fixados ou pós-fixados.

 

Os títulos públicos, como o Tesouro Direto, são ativos que se constituem em dívidas do Governo Federal para o financiamento de atividades como educação, saúde e infraestrutura. O valor mínimo para começar a investir é modesto: a partir de R$ 30. Mas é preciso um agente de custódia – que pode ser o seu banco – para começar. O Tesouro Nacional negocia diferentes tipos de títulos, todos tributados pelo Imposto de Renda (IR).

 

Entre os títulos de emissão privada, estão os CDBs, vinculados aos bancos, LCIs, do mercado imobiliário, LCAs, vinculados ao agronegócio, e os fundos de investimentos. Eles podem ser pré ou pós-fixados e contar ou não com tributação. Em relação aos fundos de investimento, é importante buscar aqueles que oferecem taxas de administração mais baixas, de preferência, abaixo de 0,7% ao ano.

Valor mínimo a ser investido

O valor mínimo a ser investido, nesses casos, costuma ser mais alto que o dos títulos públicos. A solidez da instituição também é algo para ser levado em conta, uma vez que seu dinheiro estará vinculado ao banco ou empresa que emitiu a aplicação.

 

Em relação aos prazos, os títulos pré-fixados são aqueles em que o cliente sabe, no momento do investimento, qual será o seu rendimento, como, por exemplo, um CDB que promete pagar 2% ao mês. Nos pós-fixados, o retorno só é conhecido na data de vencimento do título. Em geral, sua rentabilidade é vinculada a algum tipo de indexador que varia de acordo com as oscilações das taxas de juros.

 

Os títulos pré-fixados são instrumentos favorecidos em períodos de inflação baixa, controlada, e com a Taxa Selic em queda. Já os pós-fixados são favorecidos quando a taxa de juros básica está em elevação, com a inflação sob controle.

Não há porque não fazer seu dinheiro render
Crédito: Aaron Patterson / Flickr

Porque a poupança não serve como investimento

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Quando o assunto é guardar dinheiro com segurança e protegê-lo da inflação, a poupança é velha conhecida dos brasileiros. O que a maioria não sabe é que este porto seguro financeiro está longe de ser uma opção para quem quer investir.

O motivo é simples: ao colocar dinheiro na caderneta, ele vai render igual ou menos que a inflação. Isso significa que, a longo prazo, você perderá ou, no máximo, irá manter o poder de compra do seu dinheiro. E, se o seu dinheiro não está ganhando poder de compra, ele não está sendo investido corretamente.

A caderneta de poupança rende 0,5% ao mês (valor fixado quando a Taxa Selic passa dos 8,5%), mais a variação da Taxa Referencial (T.R.). Atualmente, isso representa, em um ano, em torno de 7%, um empate técnico com a inflação oficial. Se um empate não parece tão ruim dadas as facilidades da poupança, por outro lado, existem alternativas igualmente seguras que rendem de 40% a 60% mais do que a velha amiga.

Para se ter uma ideia do quanto se deixa de ganhar ao colocar suas economias na caderneta, enquanto ela rendeu 7,16% em todo o ano de 2014, investimentos atrelados à Selic, por exemplo, chegaram a 13,25%, podendo trazer rentabilidade líquida superior a 11% ao ano – são tentadores 53,63% a mais de rendimento que a poupança.

Por exemplo: em apenas cinco anos, a diferença de patrimônio de alguém que tenha investido R$ 50 mil na poupança, com rendimento de 7% ao ano, ou R$ 50 mil em um investimento com taxa de 11% ao ano, seria de pelo menos R$ 14 mil a mais.

O recente aumento da Selic – que está em torno de 13% – faz a rentabilidade da poupança ainda menos atrativa. Em períodos assim, investimentos atrelados à taxa básica de juros costumam ser boas opções.

Títulos do Tesouro Direto, além de estarem entre os mais seguros, podem render cerca de 10% ao ano quando descontadas as taxas do investimento. O LCA, vinculado ao agronegócio, o LCI, ao mercado imobiliário, e alguns CDBs também rendem muito bem.

No caso dos CDBs, que são títulos comprados de bancos, há opções com maior risco, em instituições financeiras menores, que oferecem rentabilidade de até 120% do CDI. Como o CDI fica bem próximo da Selic, isso poderia significar uma rentabilidade bruta de até 15,9%. Em CDBs com prazo superior a dois anos, quando a tributação é de apenas 15%, a rentabilidade líquida seria de 13,51% ao ano.

Ainda assim, muitos trabalhadores utilizam a conta poupança como conta corrente, já que os bancos não cobram taxas de serviço para a caderneta. Dessa forma, salários, aposentadorias e 13º, que apresentaram ganhos reais nos últimos anos, entram nessas contas e engrossam a captação.

Em casos como esses, que implicam em transações de curto prazo, não é de todo mal ter dinheiro na poupança – sem dúvida, é melhor que uma conta corrente. Só não é válido manter investimentos na caderneta por medo de se aventurar em outros mercados.
Não há porque não fazer seu dinheiro render
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Entenda porque criar um orçamento é essêncial para garantir o sucesso financeiro

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Independente de qual é a sua renda, para manter uma vida financeira saudável, é preciso cultivar o hábito de criar orçamentos. Organização financeira e orçamento são coisas diferentes – primeira é uma maneira de acompanhar suas despesas e receitas, a outra está ligada a colocar limites e estabelecer categoria de gastos.

São conceitos simples que devem ser usados para colocar as contas em equilíbrio:


Planejamento X orçamento

É importante não confundir os dois: planejamento é um método de controle de gastos, onde se registra todas as receitas e despesas. O orçamento são valores que a pessoa estabelece para diferentes categorias de gastos, segundo a análise das suas próprias finanças. Por exemplo, R$400 por mês para supermercado, ou R$100 por semana com lazer.


Os benefícios de elaborar um orçamento

#1 Você passa a ter domínio do seu dinheiro

Quanto você prevê suas despesas e separa parcelas de sua receita para os diferentes gastos que você deve ter no mês, você não só fica longe de gastos excessivos, como consegue fazer seu dinheiro render mais, revisando os orçamentos e jogando as sobras de uma categoria para outras. Para isso, é importante anotar tudo que você gasta.

#2 Você fica focado em seus objetivos

Todos cultivam sonhos e metas. A viagem de lua de mel, um mestrado, filhos. Porém, a maioria acaba não realizando todos eles, ou pior, se endividando para concretizá-los. Se você criar orçamentos, pode separar dinheiro para concretizar suas metas sem dificuldade e não perder elas de vista.

#3 Você pode planejar investimentos

Quem não tem um orçamento pessoal jamais conseguirá poupar e até mesmo investir com regularidade para a construção de uma renda passiva (aquela em que você não precisa trabalhar para ganhar). Se você separar uma pequena parte de sua renda mensal para investir, vocês irá aumentar seus rendimentos sem precisar aumentar sua carga de trabalho.

Seguir um orçamento é criar categorias de custos para os quais serão destinados um valor específico por mês.

Como começar:

  • Você pode começar dividindo sua vida em centros de custos, tais como: casa, educação, saúde, alimentação e lazer.
  • Depois (e de acordo com seu planejamento), defina o quanto cada área/setor tem disponível para gastar. Por exemplo, o centro de custos “alimentação” pode ter uma verba mensal de R$ 500 enquanto o “lazer” fica com R$ 200.
  • Ultrapassar esses limites significa que você vai entrar no vermelho. Se isso por acaso acontecer, você deve economizar em outra categoria do seu orçamento para colocar as contas em dia e não se endividar.

Lembre-se: não basta criar um orçamento, você deve segui-lo fielmente. Portanto, monitore seus gastos diariamente.

Pode demorar alguns meses até você ter realmente o controle sobre todas as categorias e não ultrapassar os limites estabelecidos, mas não desista. Iso é um hábito a ser criado que fará grande diferença na sua vida.