Blog de Finanças Pessoais


Descubra como ter o controle do seu dinheiro.

Arquivos contas em dia - Finanças Pessoais

cartao

Conheça as vantagens e desvantagens dos cartões pré-pagos

By | Dicas | No Comments

Você já ouviu falar deles. Amplamente difundidos em viagens internacionais, por darem a possibilidade de sacar dinheiro em qualquer moeda com taxas menores que as dos cartões de crédito, os cartões pré-pagos podem ser úteis também em território nacional.

Sua lógica é inversa à do cartão de crédito: em vez de comprar um produto e só começar a pagar dias depois, você o carrega com dinheiro antes de gastar. Ou seja: mantém os gastos sob controle, evitando a criação de dívidas.

Mas nem tudo são flores no mundo dos pré-pagos. A contrapartida pelas facilidades proporcionadas pelo cartão é a cobrança de diferentes taxas, que incidem sobre quase todas as operações disponibilizadas por ele.

O serviço já está se consolidando no Brasil com bandeiras como Conta Super, Zuum, Acesso, Meo e Cotação, além dos oferecidos pelos bancos. Conheça suas vantagens e desvantagens e descubra quando utilizá-los é uma boa opção:

 

#1 Substitui o papel-moeda :)

Os pré-pagos podem ser usados no lugar do dinheiro, evitando saques desnecessários.

 

#2 Compras seguras pela internet :)

Eles são uma boa opção para quem não se sente seguro em fornecer os dados do cartão de crédito pela internet e não quer usar o boleto bancário. Nos sites estrangeiros, têm uma vantagem adicional: o imposto cobrado sobre a operação com pré-pagos é bem menor do que com cartões de crédito. A taxa é de 0,38%, contra 6,38% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

 

#3 Controle de gastos :)

Os pré-pagos podem servir para controlar despesas, uma vez que é o usuário quem define, no carregamento, o quanto pretende gastar. Eles costumam ser recarregáveis e permitem que o titular controle os gastos de quem vai utilizá-los. Podem ser usados, por exemplo, para estimular seu filho adolescente a aprender a administrar o dinheiro.

 

#4 Não é preciso ter conta corrente :)

Os pré-pagos são interessantes para quem não possui conta corrente, porque, para adquiri-los, não é preciso comprovar renda. Além disso, são um meio seguro e quase universal de fazer compras e pagar contas.

 

#5 Taxas e mais taxas :(

Um dos principais poréns dos pré-pagos são as taxas. Apesar de não ter anuidade, as operações – emissão do cartão, manutenção mensal, saque e recarga – são quase todas cobradas. Dependendo do tipo de serviço que você precisa, a conta corrente ou até conta poupança terão um custo menor.

 

#6 Não serve como rendimento :(

O dinheiro depositado no pré-pago, diferentemente da poupança, por exemplo, não tem nenhum tipo de rendimento. Se a intenção não for gastar o dinheiro, é melhor deixá-lo guardado em algum fundo rentável.

 

#7 Não permite parcelamentos :(

Outro ponto que deve ser considerado é que o cartão pré-pago, diferentemente do cartão de crédito, não permite compras parceladas. Se você precisa desse serviço, terá de repensar a escolha.

Como não deixar a inflação afetar suas finanças

Como não deixar a inflação afetar suas finanças e acabar 2015 no positivo

By | Dicas | No Comments

Longe de ser um bom ano para a economia, com o Banco Central prevendo que a inflação chegue aos 9%, 2015 pode acabar no positivo para quem souber administrar as finanças. E o melhor: não precisa ser um especialista em finanças, basta ficar atento aos preços, controlar os gastos e fazer um planejamento financeiro.

Segundo economista e consultor em finanças pessoais Alfredo Meneghetti, a saída para manter suas finanças saudáveis em tempos de crise começa com uma atitude simples: identificar os setores mais afetados pela inflação e apertar as rédeas dos gastos relacionados a eles.

No Brasil, os primeiros reflexos se deram na área de combustíveis, energia elétrica e alimentos. Ou seja, tanto esses setores quanto as áreas que dependem deles – e, consequentemente, farão repasses indiretos ao consumidor – têm de entrar na mira de quem quer economizar.

– Cada um precisa verificar no seu orçamento os itens mais volumosos e o que pode ser cortado. Em épocas de inflação alta, gastos com lazer são os primeiros a serem substituídos. Cozinhar em casa, evitar saídas à noite e trocar o cinema por um filme em um bom canal de TV são algumas alternativas que fazem diferença no bolso do cidadão – sugere o especialista.

Dentro de casa, é possível fazer economia com medidas praticamente indolores, conforme Meneghetti. Uma das maiores vilãs do orçamento neste ano, a conta de energia elétrica, por exemplo, pode ficar sob controle se o recurso for usado com inteligência.

Para começar, a substituição, na medida do possível, de tudo que é elétrico por versões a gás, costuma fazer a diferença no fim do mês. As lâmpadas comuns devem dar lugar às econômicas, e os eletrodomésticos que mais gastam energia, como o ferro de passar roupa, podem ser usados com menos frequência – sai mais barato passar todas as roupas de uma vez do que ligar o aparelho todos os dias.

Outra mudança de hábito a ser considerada diz respeito ao transporte. Os deslocamentos de carro, segundo o especialista, só valem a pena quando se observam atentamente alguns critérios, como a distância a ser percorrida.

– Fiz um estudo sobre o tema que constatou que, para os deslocamentos até 17 quilômetros, vale mais a pena, financeiramente, pegar condução de terceiros, como táxi, lotação ou ônibus. Só a partir disso é que é melhor usar o carro, que, além dos custos de manutenção, demanda gastos com estacionamento, por exemplo – avalia.

Por fim, mas não menos importante, é essencial manter-se longe de dívidas. Endividamentos desnecessários e compras a longo prazo podem comprometer um dinheiro que poderia, em um momento de crise, ser aplicado em fundos de investimento – um destino rentável a médio e longo prazos.

Compras cujo valor total ultrapasse 50% da sua renda líquida precisam ser estudados com cuidado. Nesses casos, o consultor em finanças recomenda que sejam feitos, pelo menos, três orçamentos diferentes antes da compra. Se não houver como pagar à vista, a dica é parcelar o mínimo possível, ou em, no máximo, três vezes. Mas não é só:

– A soma de todas as parcelas, incluindo financiamentos, não pode comprometer mais de 30% do orçamento. Isso tem de ser observado sempre, não só nos períodos de inflação alta – explica o economista.