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Como começar a juntar e como investir R$200 mensais

By | Investimento, Sem categoria | No Comments

Grande parte das pessoas tem o mesmo problema em relação a dinheiro: não consegue juntar porque gasta tudo que recebe. Isso acontece porque sempre há necessidades e desejos para serem saciados e nunca parece que aquela quantia, um valor pequeno, irá fazer diferença no futuro. O problema está na maneira de enxergar o fluxo de dinheiro e na falta de planejamento.

Se você pensar naquele R$100 gastos num sapato, os R$50 num jantar com a(o) namorada(o) e mais R$50 no barzinho com os amigos, não parece um mal gasto. Mas você precisa pensar a longo prazo. Como você consegue adaptar seus hábitos para economizar algum dinheiro? Qualquer quantia mensal irá fazer diferença depois de algum tempo, principalmente nos momentos de emergência que normalmente levam as pessoas a se endividarem.

Um valor bem acessível é R$200. Esse dinheiro pode não sobrar nunca, mas se você encarar como um compromisso, como uma conta a ser paga todo dia 5, não é díficil guardar esse valor. Uma maneira de fazer isso é contratar um poupança automatica e programar para que o banco transfira esse valor da sua conta corrente para a sua poupança automaticamente.

Quem sabe você não se organiza para começar a fazer isso agora, em janeiro de 2016?

Pense bem, no final do ano, esse R$200 são R$2400. Em dois anos, R$4800. Talvez pareça pouco, mas irá fazer diferença em caso de alguma emergência, ou para fazer uma viagem nas férias. Mas mais do que isso, você pode investir esse dinheiro e fazer ele render. Então, você irá guardar R$200 por mês, mas ganhará mais do que isso. Investir não é só para gente rica que possui grandes quantias. É possível começar a investir com valores baixos.

Para começar a investir você precisa levar algumas coisas em consideração:

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Rentabilidade x Risco

A regra geral dos investimentos é: quanto mais risco, maior a rentabilidade. Os investimentos de renda variável possuem a maior rentabilidade e também o maior risco. Se você tem pouco dinheiro para investir e está começando agora, você provavelmente deve focar em investimentos mais seguros, como os de renda fixa.

Liquidez

Mas você não deve apenas pensar em rentabilidade e segurança, você também tem que levar em conta a liquidez do investimento. A liquidez é a facilidade com que você pode retirar o seu dinheiro do investimento. A maioria dos investimento que possuem uma baixa liquidez rendem mais do que os que têm alta liquidez e você pode sacar o seu dinheiro a qualquer momento. Para tomar essa decisão você precisa saber qual o seu objetivo com o investimento.

Imposto x isenção

Algumas pessoas se assustam com o fato de ser preciso pagar imposto de renda sobre o rendimento de alguns investimentos, mas não há motivo para isso. O que não pode acontecer é ser pego desprevenido. Na hora de escolher o investimento, você tem que levar em conta quanto irá investir, por quanto tempo, qual a rentabilidade e quanto deverá pagar de imposto.

Em muitos casos, o imposto diminui quando o dinheiro é investido por períodos mais longos. Então muitas vezes irá valer mais a pena o investimento que incide imposto, pois ele rende mais.

Depois de ter isso firme na sua cabeça você precisa entender as suas principais opções

Renda Fixa x Renda Variável

Renda fixa é um tipo de investimento no qual o investidor sabe quanto vai receber no final do prazo (entre eles estão os títulos públicos, CDB, LCI e LCA), enquanto a renda variável (como compra de ações da bolsa) não garante nenhum ganho, podendo levar o investidor a perder dinheiro. Quanto maior o risco, maior a rentabilidade: se você comprar uma ação por R$20, no dia seguinte ela pode valer R$50 ou R$5. Não há certeza.

Para diminuir os riscos e aplicar de forma inteligente em renda variável, é preciso se informar sobre o assunto. Uma alternativa para investir em renda variável com riscos menores e sem precisar estudar tanto do assunto é optar por fundos de investimento, que falaremos mais para frente.

Emissor público x privado

No investimento em renda fixa — o preferido dos investidores iniciantes pela sua segurança — os títulos podem ser emitidos por um emissor público (Governo) ou privado (empresas). Em geral, os títulos emitidos pelo Governo são considerados mais seguros que os emitidos por empresas, mas isso não é uma regra geral.

Quando você investe em renda fixa, você está emprestando dinheiro ao emissor que, em troca, irá lhe pagar juros até a data de vencimento. O maior risco acontece se o emissor ficar inadimplente e não pagar a dívida, é possível isso acontecer tanto com o Governo quanto com empresas, mas é bastante improvável. Além disso, a maioria dos títulos de renda fixa estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGV) que asseguram aplicações até R$250 mil em caso de quebra da instituição.

Rentabilidade prefixada ou pós-fixada

Nos rendimentos prefixados, a taxa de retorno é acertada antes e o investidor sabe exatamente quanto irá receber no final. No caso das pós-fixadas, a taxa de retorno varia de acordo com a oscilação dos índices utilizados para determiná-la.

A maioria dos investimentos em renda fixa pós-fixados estão atrelados à taxa Selic. Portanto, se a taxa de juros oficial aumentar, a rentabilidade aumenta e, se ela diminuir, a rentabilidade diminuiu. Sabendo a que índice a rentabilidade está atrelada, é bem fácil acompanhar as notícias e saber como anda a rentabilidade do investimento. Lembrando que o governo brasileiro vem trabalhando com taxa de juros altas para tentar controlar a inflação e não há previsão de que isso mude.

Fundo de investimentos

Fundos de Investimentos são uma aplicação financeira coletiva em que várias pessoas (cotistas) dão dinheiro para uma empresa administrar e investir. Quando você investe em um fundo, você adquire cotas, que é uma fração do patrimônio do fundo. Quando o patrimônio cresce, o valor da cota também cresce e é assim que você lucra.

Os principais prós de investir em um fundo são contar com um especialistapara gerenciar seu investimento, a alta liquidez e ter um investimentodiversificado. Os fundos costumam diversificar os investimentos (estratégia aconselhada) e assim não apostam todos os ovos em uma cesta só.

Mas não pense que ao investir em um fundo não é preciso se informar. É preciso olhar o histórico de rendimento do fundo, ler o regulamento com atenção para entender como funciona e principalmente prestar atenção às taxas.

O maior problema com fundos de investimentos para pequenos valores é que, quanto menor o investimento, maior o número de cotistas, o que torna a administração mais trabalhosa e cara, aumentando a taxa de administração. Porém, não cometa o erro de escolher cegamente o fundo com menor taxa de administração, é preciso comparar com o histórico de rendimento para ver se a taxa maior não irá valer a pena.

Alguns fundos ainda cobram taxa de performance, que é uma taxa cobrada como um prêmio ao administrador quando a rentabilidade supera a taxa de seu benchmark (outro investimento estabelecido previamente). Isso deve ser levado em conta também

As opções são muitas e não é tão complicado quanto pode parecer em um primeiro momento. Em poucas horas você pode organizar suas finanças e planejar o seu investimento.

Como morar sozinho em tempos de crise?

By | Dicas | No Comments
Crédito imagem: Nathan O'Nions / Flickr

Crédito imagem: Nathan O’Nions / Flickr

 

Quando o assunto é independência, poucos momentos são tão emblemáticos quanto a hora de deixar a casa dos pais. Em momentos de crise econômica, o cenário pode ser ainda mais complicado, mas tudo é questão de organização e planejamento. É preciso estudar a situação e estar consciente dos sacrifícios necessários para lidar com as novas responsabilidades sem o auxílio paterno.

– Primeiro, a pessoa terá de ter noção de que todos os gastos ficarão por conta dela. Isso significa que ela pode ter de diminuir um pouco o padrão de vida a que estava acostumada – alerta o educador financeiro Adriano Severo.

Para Severo, antes de partir para uma vida independente, é preciso avaliar quais as contas fixas a serem pagas, o quanto se tem para gastar e, por fim, o que sua renda pode proporcionar. Segundo o especialista, uma boa dica para começar sem comprometer as finanças drasticamente é tentar se manter apenas com o estritamente necessário nos primeiros meses.

– Não há necessidade, por exemplo, de a pessoa instalar uma TV por assinatura assim que se mudar. É algo que pode esperar até que ela tenha condições de incorporar às contas da casa – sugere.

Outra dica é, ao menos no começo, evitar ao máximo luxos e compras supérfluas, como aquele queijo importado que você tanto adora ou guloseimas no supermercado. O mais importante, porém, não é segurar os gastos: é manter as contas na ponta do lápis.

Conforme Severo, monitorar o que entra e sai de dinheiro é importante para se habituar à nova realidade financeira e fazer projeções mais adequadas. O especialista sugere que se anote pelo menos os principais gastos – luz, telefone, internet, aluguel e condomínio – nos primeiros seis meses.

– A principal parte é ter tudo tabelado. Pode ser no computador, no papel, no celular. Assim, é possível se programar, ter lazer, planejar férias – avalia.

O ideal, segundo o educador financeiro, é que a soma das principais contas não comprometa muito mais do 60% da renda mensal. Muitas imobiliárias já dão uma forcinha involuntária nesse quesito, permitindo apenas o aluguel de imóveis que comprometam um percentual baixo – em geral até 30% – da renda do locatário.

Já o modo de pagamento das contas é indiferente, na opinião de Severo. Débito automático pode ajudar em alguns casos, mas há quem prefira se programar para ir ao caixa eletrônico. Nesse caso, é importante ter os prazos controlados, para não perder dinheiro com juros e multas por atraso.

– É importante descobrir o jeito mais confortável de fazer isso. Cuidar da vida financeira tem que ser prazeroso – diz Severo.

Um dos mais agradáveis argumentos para administrar as próprias finanças sem sofrimento é que, com as despesas sob controle, é possível pensar além da rotina. Aquela viagem de férias com a qual você sonha há tanto tempo fica mais perto da realidade quando se toma as rédeas da própria vida financeira. Mas ela também precisa entrar no orçamento:

– Para poder se programar, têm que se pensar nas férias como despesa. Definir um percentual de renda para aquilo e um prazo para realizar a viagem. Sem isso, o dinheiro vai ser gasto – ensina Severo.

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10 dicas criativas para gastar menos dinheiro

By | Comportamento, Dicas | No Comments

Economizar não é o único caminho para juntar dinheiro, mas usar os recursos com sabedoria nunca fez mal a ninguém. Além disso, as pequenas economias podem ajudar a dar aquele upgrade nas suas férias ou mesmo na hora de fazer uma compra de maior valor.

A boa notícia é que, diferente do que muitos imaginam, gastar menos pode ser, sim, indolor – e, por que não, divertido? Para dar uma força nessa missão bem possível, listamos 10 dicas criativas para você gastar menos no dia a dia:

 

1 – Cozinhe mais em casa

Refeições em restaurantes custam, pelo menos, 50% a mais do que você pagaria por um almoço ou janta no conforto do lar. Que tal começar a colocar seus dotes culinários em prática? Se faltar tempo para almoçar em casa, uma boa opção é levar a própria comida para o trabalho. No fim de semana, tente fazer sua própria pizza em vez de pedir tele-entrega.

 

2 – Antes de comprar, tente consertar

Nem todo o objeto precisa ser substituído quando apresenta um problema. Antes de sair correndo para o shopping, veja se não vale a pena consertar.

 

3 – Vá de carona

Converse com os colegas de trabalho que moram perto da sua casa e proponha uma escala de revezamento – também é possível fazer isso com os vizinhos que costumam passar pelo seu trabalho. Além de baratear os custos, o trajeto em grupo é mais seguro e divertido.

 

4 – Dê férias ao cartão de crédito

Experimente deixar o cartão de crédito em casa por algumas semanas e pagar tudo à vista. Ver o dinheiro indo embora dói mais, e vai fazer você pensar duas vezes antes de gastar.

 

5 – Empreste e peça emprestado

Você já parou para pensar quantas vezes no ano usa uma furadeira? E um vestido de gala? Amigos não são só para jogar conversa fora. Empreste a eles e peça emprestado quando precisar. O que for economizado pode ser revertido para aquele happy hour que nunca sai por falta de dinheiro.

 

6 – Escolha um dia por mês para não comprar nada

A ideia é ousada, mas vale o esforço: separe um dia por mês para não gastar nenhum centavo. Quando você perceber que é possível passar um dia sem comprar nada, ficará mais confiante para evitar o consumo por impulso.

 

7 – Faça mais festas no apê

Em vez de ir todo fim de semana à balada, convide os amigos para fazer algo em casa. Todo mundo colabora, se diverte e ainda economiza – sempre respeitando os vizinhos, é claro.

 

8 – Troque a academia por exercícios ao ar livre

Crie o hábito de caminhar ou se exercitar no parque, na praça ou em outro ponto ao ar livre. Vale até aquele passeio com o cachorro pelas ruas do bairro.

 

9 – Não vá às compras sem lista

Antes de ir ao supermercado, elabore uma lista de compras. Siga ela à risca e curta a sensação de saber antes o quanto vai gastar, sem ceder às tentações das prateleiras.

 

10 – Faça você mesmo

Comece a fazer as coisas sozinho. Isso pode incluir a limpeza da casa, o cuidado com o gramado, ou qualquer outra coisa que você costuma pagar outras pessoas para fazer. Você pode desenvolver novas habilidades e ainda guardar uns trocados.

5 dicas práticas para começar a economizar em tempos de crise

By | Dicas, Sem categoria | No Comments
Rodrigo Amorim  / flickr.com/photos/zetotal

Rodrigo Amorim / flickr.com/photos/zetotal

A inflação alta, a retração da economia e a falta de investimentos no mercado está atingindo a todos: os preços ficam cada vez mais altos, mas o rendimento segue o mesmo ou, em alguns setores, tende a diminuir. É um tempo difícil de economizar, mas, para não se endividar, a situação exige um controle de gastos eficiente.

Com planejamento e algumas práticas, é possível aprender a fazer o dinheiro render mais e economizar – seja para emergências ou para concretizar metas. Abaixo, confira cinco taticas para gastar menos.

Compare preços das futuras compras

Você tem uma poderosa arma em mãos: a internet. Ela deve ser uma aliada quando você precisa comprar algum item ou contratar um serviço. Visite as lojas online, veja quais são as condições de pagamento, estude os modelos e os preços. Muitas vezes, uma segunda marca oferece o mesmo produto com um preço melhor. Depois de comparar os preços na web, vale também checar os produtos em lojas físicas.

Desapegue de um vício

Alguns gastos cotidianos não são computados na hora de fazer o orçamento, mas, em alguns meses ou um ano eles fazem uma boa diferença. Por exemplo, se você fuma, sabe quanto gasta por ano com cigarros? Talvez seja a hora de fazer as contas e descobrir.

A mesma coisa vale para a cerveja de final do dia ou o cafézinho depois do almoço. Claro, não é preciso abandonar os prazeres da vida, mas coloque os gastos na ponta do lápis  e tente diminuir a frequência. De quebra, a sua saúde pode sair ganhando.

Espere uma semana para comprar

Esta é uma tática que deve ser aplicada por quem costuma comprar por impulso. As oportunidades surgem a toda hora, você é bombardeado diariamente por e-mails com promoção e “chances imperdíveis”. Mas será que você precisa realmente daquele produto?

Use uma regra simples para não cair nessa armadilha. Se você ainda estiver pensando no produto uma semana depois do primeiro contato, volte à loja para comprar. Mas, se você não lembrar mais, é porque não precisa e aquela era uma compra impulsiva.

Elimine e revise as taxas de juros

O Brasil possui uma das taxas de juros mais altas do mundo. E as taxas aplicadas no cartão de crédito e cheque especial são mais altas ainda. Então, se você precisar usar os limites extras do cartão ou do cheque, você vai perder muito dinheiro com os juros.

Evite o pagamento mínimo do cartão de crédito. Para isso, calcule exatamente o que pode gastar no mês. Se você parcelou alguma compra, espere quitar a dívida antes de fazer uma nova compra.

Faça o controle diário dos seus gastos

Essa é uma prática das mais indicadas para quem quer economizar. Saber o que você gasta por dia, naquelas compras miúdas, como o cafezinho, passando pelas refeições e a compra no supermercado, faz com que você tenha um controle eficiente das suas finanças. Use o celular ou até um bloquinho de papel e nao deixe de anotar nenhum gasto.