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Como começar a juntar e como investir R$200 mensais

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Grande parte das pessoas tem o mesmo problema em relação a dinheiro: não consegue juntar porque gasta tudo que recebe. Isso acontece porque sempre há necessidades e desejos para serem saciados e nunca parece que aquela quantia, um valor pequeno, irá fazer diferença no futuro. O problema está na maneira de enxergar o fluxo de dinheiro e na falta de planejamento.

Se você pensar naquele R$100 gastos num sapato, os R$50 num jantar com a(o) namorada(o) e mais R$50 no barzinho com os amigos, não parece um mal gasto. Mas você precisa pensar a longo prazo. Como você consegue adaptar seus hábitos para economizar algum dinheiro? Qualquer quantia mensal irá fazer diferença depois de algum tempo, principalmente nos momentos de emergência que normalmente levam as pessoas a se endividarem.

Um valor bem acessível é R$200. Esse dinheiro pode não sobrar nunca, mas se você encarar como um compromisso, como uma conta a ser paga todo dia 5, não é díficil guardar esse valor. Uma maneira de fazer isso é contratar um poupança automatica e programar para que o banco transfira esse valor da sua conta corrente para a sua poupança automaticamente.

Quem sabe você não se organiza para começar a fazer isso agora, em janeiro de 2016?

Pense bem, no final do ano, esse R$200 são R$2400. Em dois anos, R$4800. Talvez pareça pouco, mas irá fazer diferença em caso de alguma emergência, ou para fazer uma viagem nas férias. Mas mais do que isso, você pode investir esse dinheiro e fazer ele render. Então, você irá guardar R$200 por mês, mas ganhará mais do que isso. Investir não é só para gente rica que possui grandes quantias. É possível começar a investir com valores baixos.

Para começar a investir você precisa levar algumas coisas em consideração:

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Rentabilidade x Risco

A regra geral dos investimentos é: quanto mais risco, maior a rentabilidade. Os investimentos de renda variável possuem a maior rentabilidade e também o maior risco. Se você tem pouco dinheiro para investir e está começando agora, você provavelmente deve focar em investimentos mais seguros, como os de renda fixa.

Liquidez

Mas você não deve apenas pensar em rentabilidade e segurança, você também tem que levar em conta a liquidez do investimento. A liquidez é a facilidade com que você pode retirar o seu dinheiro do investimento. A maioria dos investimento que possuem uma baixa liquidez rendem mais do que os que têm alta liquidez e você pode sacar o seu dinheiro a qualquer momento. Para tomar essa decisão você precisa saber qual o seu objetivo com o investimento.

Imposto x isenção

Algumas pessoas se assustam com o fato de ser preciso pagar imposto de renda sobre o rendimento de alguns investimentos, mas não há motivo para isso. O que não pode acontecer é ser pego desprevenido. Na hora de escolher o investimento, você tem que levar em conta quanto irá investir, por quanto tempo, qual a rentabilidade e quanto deverá pagar de imposto.

Em muitos casos, o imposto diminui quando o dinheiro é investido por períodos mais longos. Então muitas vezes irá valer mais a pena o investimento que incide imposto, pois ele rende mais.

Depois de ter isso firme na sua cabeça você precisa entender as suas principais opções

Renda Fixa x Renda Variável

Renda fixa é um tipo de investimento no qual o investidor sabe quanto vai receber no final do prazo (entre eles estão os títulos públicos, CDB, LCI e LCA), enquanto a renda variável (como compra de ações da bolsa) não garante nenhum ganho, podendo levar o investidor a perder dinheiro. Quanto maior o risco, maior a rentabilidade: se você comprar uma ação por R$20, no dia seguinte ela pode valer R$50 ou R$5. Não há certeza.

Para diminuir os riscos e aplicar de forma inteligente em renda variável, é preciso se informar sobre o assunto. Uma alternativa para investir em renda variável com riscos menores e sem precisar estudar tanto do assunto é optar por fundos de investimento, que falaremos mais para frente.

Emissor público x privado

No investimento em renda fixa — o preferido dos investidores iniciantes pela sua segurança — os títulos podem ser emitidos por um emissor público (Governo) ou privado (empresas). Em geral, os títulos emitidos pelo Governo são considerados mais seguros que os emitidos por empresas, mas isso não é uma regra geral.

Quando você investe em renda fixa, você está emprestando dinheiro ao emissor que, em troca, irá lhe pagar juros até a data de vencimento. O maior risco acontece se o emissor ficar inadimplente e não pagar a dívida, é possível isso acontecer tanto com o Governo quanto com empresas, mas é bastante improvável. Além disso, a maioria dos títulos de renda fixa estão protegidos pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGV) que asseguram aplicações até R$250 mil em caso de quebra da instituição.

Rentabilidade prefixada ou pós-fixada

Nos rendimentos prefixados, a taxa de retorno é acertada antes e o investidor sabe exatamente quanto irá receber no final. No caso das pós-fixadas, a taxa de retorno varia de acordo com a oscilação dos índices utilizados para determiná-la.

A maioria dos investimentos em renda fixa pós-fixados estão atrelados à taxa Selic. Portanto, se a taxa de juros oficial aumentar, a rentabilidade aumenta e, se ela diminuir, a rentabilidade diminuiu. Sabendo a que índice a rentabilidade está atrelada, é bem fácil acompanhar as notícias e saber como anda a rentabilidade do investimento. Lembrando que o governo brasileiro vem trabalhando com taxa de juros altas para tentar controlar a inflação e não há previsão de que isso mude.

Fundo de investimentos

Fundos de Investimentos são uma aplicação financeira coletiva em que várias pessoas (cotistas) dão dinheiro para uma empresa administrar e investir. Quando você investe em um fundo, você adquire cotas, que é uma fração do patrimônio do fundo. Quando o patrimônio cresce, o valor da cota também cresce e é assim que você lucra.

Os principais prós de investir em um fundo são contar com um especialistapara gerenciar seu investimento, a alta liquidez e ter um investimentodiversificado. Os fundos costumam diversificar os investimentos (estratégia aconselhada) e assim não apostam todos os ovos em uma cesta só.

Mas não pense que ao investir em um fundo não é preciso se informar. É preciso olhar o histórico de rendimento do fundo, ler o regulamento com atenção para entender como funciona e principalmente prestar atenção às taxas.

O maior problema com fundos de investimentos para pequenos valores é que, quanto menor o investimento, maior o número de cotistas, o que torna a administração mais trabalhosa e cara, aumentando a taxa de administração. Porém, não cometa o erro de escolher cegamente o fundo com menor taxa de administração, é preciso comparar com o histórico de rendimento para ver se a taxa maior não irá valer a pena.

Alguns fundos ainda cobram taxa de performance, que é uma taxa cobrada como um prêmio ao administrador quando a rentabilidade supera a taxa de seu benchmark (outro investimento estabelecido previamente). Isso deve ser levado em conta também

As opções são muitas e não é tão complicado quanto pode parecer em um primeiro momento. Em poucas horas você pode organizar suas finanças e planejar o seu investimento.

Comece a se preparar para a Black Friday e aproveite os descontos de verdade

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A Black Friday acontece daqui há um mês, mas se você tem interesse em aproveitar os descontos, deve começar a pensar nisso agora. Já faz alguns anos que os brasileiros “importaram” o tradicional dia de megapromoções dos Estados Unidos, mas o comércio e os consumidores ainda estão se adaptando à data. Momentos de descontos como a Black Friday são bem perigosos para os consumidores por dois motivos:

  1. As pessoas se emocionam com os preços baixos e compram o que não precisam e não tem dinheiro para pagar
  2. As pessoas são enganadas com falsos descontos

Para evitar esses problemas e de fato aproveitar os preços baixos da data, é preciso começar a pensar nas compras com antecedência e seguir esses três passos:

Eleja alguns produtos que você está precisando e comece a monitorar

Isso é importante para evitar os “falsos descontos”. Liste o que você quer comprar, faça uma pesquisa pela internet agora e compare os preços entre os sites, depois volte a esses sites a cada semana para acompanhar a evolução dos preços.

Assim você pode ter certeza de exatamente quanto você está economizando quando chegar a hora de comprar. Além disso, como este ano foi muito ruim para o comércio, muitas lojas devem antecipar a Black Friday e começar a dar descontos durante o mês de novembro.

Mantenha o foco e não gaste o com o que você não precisa

Esse tipo de evento pode ser muito emocional. No calor da pressa para comprar antes dos produtos e das promoções acabarem, muitas pessoas acabam comprando coisas que não precisam e que não tem utilidade apenas porque “o preço estava realmente imperdível”. Respire o fundo e mantenha o foco na lista de produtos que você elaborou.

Faça um orçamento

Esta dica é infalível para qualquer ocasião. Não chegue no dia 27 sem um orçamento. Estude suas finanças e entenda quanto você pode dispor para gastar em produtos sem se endividar. No dia, não ultrapasse esse orçamento por nada, mesmo que os descontos estejam bons. Se você se endividar para comprar um produto barato, você pode acabar pagando mais caro para quitar os juros depois.

Essas três regrinhas vão fazer com que você aproveite os descontos sem se endividar. Porém, há sempre outros detalhes para ficar atento e aproveitar ainda mais:

#1 Se você não conseguir acompanhar os preços, órgãos de defesa do consumidor e outros sites podem ajudar. Sites como o do Procon e do Proteste devem oferecer uma lista de preços para servir de referência. Então, antes de comprar, comparte com as listas.

#2 Se você for comprar online, leve em conta o preço com o frete e compare com os preços das lojas físicas.

#3 Se você for comprar presentes de Natal online, confira se há produto em estoque e o prazo de entrega. Muitas lojas esgotam o estoque e continuam vendendo, o que faz com que os produtos demorem muito para chegar.

#4 Se for comprar online, evite os horários de pico (meia-noite, meio-dia e depois das 18h). Os sites podem estar congestionados e você não conseguir concluir a compra.

#5 Fique atento para não entrar numa fria. Compre apenas de sites e lojas conhecidos e com boa reputação. Também preste atenção no valor ao comprar em sites: alguns divulgam um produto com desconto e depois cobram o valor original na hora de fechar a compra.

#6 Lembre que as regras do Código de Defesa do Consumidor (CDC) também são válidas para as compras feitas na promoção, então não aceite condições diferentes imposta pelas lojas.

Como o dólar a R$4 afeta o dia a dia do consumidor?

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Crédito imagem: Torange-pt.com

Crédito imagem: Torange-pt.com

 

O ‪dólar‬ atingiu hoje o valor mais alto desde a criação do ‪Plano Real‬, em 1994. Entre o as reclamações e as piadas nas redes sociais, é importante entender como isso afeta o nosso dia a dia. Claro que os mais afetados são quem tem viagem marcada para o exterior, mas eles estão longe de ser os únicos.

Todos os ‪‎produtos importados‬ (que não são poucos) estão ficando mais caros com a alta da moeda e devem continuar a subir. É importante ficar atento a quais produtos que consumimos no dia a dia são importados ou tem matéria-prima vinda do exterior. Por exemplo, cerca de 50% do trigo consumido no Brasil vem de fora, o que quer dizer que produtos como massas e pães estão ficando mais caros.

Além do trigo, boa parte dos eletrodomésticos, eletroeletrônicos, brinquedos, produtos de higiene e itens de limpeza são importados e os preços devem continuar subindo em função da cotação. É muito importante comparar os preços e pesquisar se é possível substituir os produtos por similares produzidos no Brasil.

Se quem costuma comprar produtos do exterior pela internet ainda não diminuiu as compras, está na hora. Além da cotação deixar os produtos muito caros, a tendência da moeda é de alta e fica díficil saber qual será a cotação no dia do fechamento da fatura. Sem contar que ainda é preciso pagar IOF em cima da compra.

Quem tem viagem marcada para o exterior realmente tem um problema em mãos. O ideal é adiar a viagem e priorizar destinos nacionais, ou ainda optar por viajar para países onde a cotação seja mais favorável.

O problema é que todas as passagens de avião ficam mais caras com a alta do dólar, então o melhor é optar por locais onde é possível ir de carro ou ônibus. Se você tem viagem para o exterior marcada e não tem como adiar, a melhor opção é segurar a ansiedade, monitorar a cotação e comprar a moeda aos poucos. Assim você pode ter uma boa cotação média no final, já que o dólar deve seguir instável.

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Aposentadoria com previdência privada vale a pena?

By | Investimento | No Comments

Crédito de imagem: Tax Credits / Flickr

Previdência privada vale a pena?

De olho em uma aposentadoria tranquila, algumas pessoas recorrem à Previdência Privada, visando acumular ganhos e ter mais liberdade para escolher a hora de parar. Mas será que esse tipo de investimento realmente vale a pena?

Segundo especialistas, a Previdência Privada é vantajosa em poucos casos. O principal é quando se tem pouca familiaridade com outros investimentos, como os títulos públicos, que costumam apresentar boa rentabilidade e maior autonomia, além de taxas menores. Outro caso é se o investidor for jovem. Quanto mais cedo o investimento é iniciado, menor será o esforço mensal de poupança para atingir uma aposentadoria confortável no futuro.

A previdência privada pode ser de dois tipos: aberta ou fechada. A primeira pode ser contratada por qualquer pessoa, enquanto a segunda é voltada para um grupo fechado, geralmente da mesma empresa ou sindicato.

O plano previdenciário é, na verdade, um gestor financeiro de seus investimentos. Geralmente, um banco ou uma corretora irá investir o seu dinheiro em títulos públicos, ações ou outros investimentos que possam fazer parte da carteira. Por isso, você pagará algumas taxas – como a de administração e a de saída, cobrada na hora de retirar o dinheiro.

Na previdência privada, é possível escolher o valor da contribuição e a periodicidade dos depósitos. Ou seja, você pode investir R$ 100 por mês durante 20 anos, por exemplo. O valor investido pode ser resgatado a qualquer momento, mas é importante ficar atento às taxas de saída, que costumam ser mais caras para quem retira o dinheiro antes do prazo.

O Imposto de Renda também incidirá na hora da retirada do prêmio. Há duas formas de tributação: a tabela progressiva, vantajosa para quem quer retirar um aporte menor ou parcelado, já que a alíquota é proporcional ao valor a ser resgatado, e a tabela regressiva, boa opção para quem pretende investir por prazos mais longos _ acima de 10 anos _ e só vai resgatar o valor ao final. Nesse caso, quanto mais tempo o dinheiro permanece no plano, menor será a alíquota do IR a pagar.

Existem dois tipos de planos de previdência privada: o PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e o VGBL (Vida Gerador de Benefício Livre). O PGBL é recomendado para pessoas com renda mais alta, pois o valor pago ao plano pode ser abatido do Imposto de Renda (desde que o valor represente até 12% da renda bruta anual). Quando o dinheiro é sacado, o tributo a ser pago é calculado sobre o saldo total do fundo na hora da retirada.

Já o VGBL é voltado para quem tem uma renda menor e quem faz a declaração do IR nos formulários simplificados ou é isento. A diferença para o primeiro é que, quando o dinheiro é sacado, o imposto será cobrado referente ao rendimento do valor investido, e não do saldo total.

Ao final do plano, você pode optar por retirar todo o valor investido ou receber parcelas mensais, assim como na aposentadoria da Previdência Social (INSS). A vantagem de receber um valor único é não ter mais de pagar as taxas administrativas, mas pode se tornar um problema se você não souber administrar o dinheiro.

Chegou a final do MasterChef – que tal se inspirar e economizar cozinhando em casa?

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Crédito: Band / Divulgação

Hoje saberemos quem será o ganhador: Izabel Alvares ou Raul Lemos Crédito: Band / Divulgação

 

Depois de quase quatro meses do começo da temporada, nesta noite finalmente saberemos quem é o ganhador da segunda edição do MasterChef Brasil – Raul Lemos ou Izabel Alvares. Passada toda a ansiedade e emoção que o reality show pode nos trazer de lado, o programa tem mais a oferecer: incentivar as pessoas (re)começarem a cozinhar.

Não só é divertido e mais saudável, mas preparar suas próprias refeições economiza dinheiro. E muito! Comer fora e pedir tele entrega na maior parte das refeições é normal para a maioria das pessoas que trabalham oito horas por dia. Mas mesmo para quem recebe vale alimentação, esse dinheiro faz muita diferença no final do mês.

Você já fez as contas de quanto gasta com refeições fora de casa?

O principal motivo apontado para não cozinhar no dia a dia é tempo, mas é possível se organizar para preparar as refeições mesmo na rotina corrida que a maioria das pessoas tem.

1) Nem toda refeição precisa ser um prato gourmet digno de nota máxima dos jurados do MasterChef. Tem muitas refeições gostosas que podem ser feitas em poucos minutos. Para provar que eu não estou exagerando, o chef-super star Jamie Oliver tem um livro todo dedicado a receitas de 15 minutos.

2) Você pode preparar os alimentos antes para facilitar o dia a dia. Separe uma noite por semana e faça alguns pratos-chave como feijão e arroz, corte e tempere as carnes, faça um bom molho de tomate e descasque e pique legumes como cenoura e batata.

3) Além de preparar os alimentos, você pode de fato fazer refeições completas e congelá-las. Lembre de guardar os alimentos em porções, porque descongelar e congelar novamente estraga os produtos.

Para economizar ainda mais, você pode criar o hábito de ir na feira toda semana onde os produtos são mais baratos e mais saudáveis. Ou ainda pode pesquisar e encontrar o supermercado mais barato na sua região e fazer um rancho mensal dos produtos não perecíveis.

Não há porque não fazer seu dinheiro render
Crédito: Aaron Patterson / Flickr

Porque a poupança não serve como investimento

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Quando o assunto é guardar dinheiro com segurança e protegê-lo da inflação, a poupança é velha conhecida dos brasileiros. O que a maioria não sabe é que este porto seguro financeiro está longe de ser uma opção para quem quer investir.

O motivo é simples: ao colocar dinheiro na caderneta, ele vai render igual ou menos que a inflação. Isso significa que, a longo prazo, você perderá ou, no máximo, irá manter o poder de compra do seu dinheiro. E, se o seu dinheiro não está ganhando poder de compra, ele não está sendo investido corretamente.

A caderneta de poupança rende 0,5% ao mês (valor fixado quando a Taxa Selic passa dos 8,5%), mais a variação da Taxa Referencial (T.R.). Atualmente, isso representa, em um ano, em torno de 7%, um empate técnico com a inflação oficial. Se um empate não parece tão ruim dadas as facilidades da poupança, por outro lado, existem alternativas igualmente seguras que rendem de 40% a 60% mais do que a velha amiga.

Para se ter uma ideia do quanto se deixa de ganhar ao colocar suas economias na caderneta, enquanto ela rendeu 7,16% em todo o ano de 2014, investimentos atrelados à Selic, por exemplo, chegaram a 13,25%, podendo trazer rentabilidade líquida superior a 11% ao ano – são tentadores 53,63% a mais de rendimento que a poupança.

Por exemplo: em apenas cinco anos, a diferença de patrimônio de alguém que tenha investido R$ 50 mil na poupança, com rendimento de 7% ao ano, ou R$ 50 mil em um investimento com taxa de 11% ao ano, seria de pelo menos R$ 14 mil a mais.

O recente aumento da Selic – que está em torno de 13% – faz a rentabilidade da poupança ainda menos atrativa. Em períodos assim, investimentos atrelados à taxa básica de juros costumam ser boas opções.

Títulos do Tesouro Direto, além de estarem entre os mais seguros, podem render cerca de 10% ao ano quando descontadas as taxas do investimento. O LCA, vinculado ao agronegócio, o LCI, ao mercado imobiliário, e alguns CDBs também rendem muito bem.

No caso dos CDBs, que são títulos comprados de bancos, há opções com maior risco, em instituições financeiras menores, que oferecem rentabilidade de até 120% do CDI. Como o CDI fica bem próximo da Selic, isso poderia significar uma rentabilidade bruta de até 15,9%. Em CDBs com prazo superior a dois anos, quando a tributação é de apenas 15%, a rentabilidade líquida seria de 13,51% ao ano.

Ainda assim, muitos trabalhadores utilizam a conta poupança como conta corrente, já que os bancos não cobram taxas de serviço para a caderneta. Dessa forma, salários, aposentadorias e 13º, que apresentaram ganhos reais nos últimos anos, entram nessas contas e engrossam a captação.

Em casos como esses, que implicam em transações de curto prazo, não é de todo mal ter dinheiro na poupança – sem dúvida, é melhor que uma conta corrente. Só não é válido manter investimentos na caderneta por medo de se aventurar em outros mercados.
Não há porque não fazer seu dinheiro render
Crédito: Aaron Patterson / Flickr

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Conheça as vantagens e desvantagens dos cartões pré-pagos

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Você já ouviu falar deles. Amplamente difundidos em viagens internacionais, por darem a possibilidade de sacar dinheiro em qualquer moeda com taxas menores que as dos cartões de crédito, os cartões pré-pagos podem ser úteis também em território nacional.

Sua lógica é inversa à do cartão de crédito: em vez de comprar um produto e só começar a pagar dias depois, você o carrega com dinheiro antes de gastar. Ou seja: mantém os gastos sob controle, evitando a criação de dívidas.

Mas nem tudo são flores no mundo dos pré-pagos. A contrapartida pelas facilidades proporcionadas pelo cartão é a cobrança de diferentes taxas, que incidem sobre quase todas as operações disponibilizadas por ele.

O serviço já está se consolidando no Brasil com bandeiras como Conta Super, Zuum, Acesso, Meo e Cotação, além dos oferecidos pelos bancos. Conheça suas vantagens e desvantagens e descubra quando utilizá-los é uma boa opção:

 

#1 Substitui o papel-moeda :)

Os pré-pagos podem ser usados no lugar do dinheiro, evitando saques desnecessários.

 

#2 Compras seguras pela internet :)

Eles são uma boa opção para quem não se sente seguro em fornecer os dados do cartão de crédito pela internet e não quer usar o boleto bancário. Nos sites estrangeiros, têm uma vantagem adicional: o imposto cobrado sobre a operação com pré-pagos é bem menor do que com cartões de crédito. A taxa é de 0,38%, contra 6,38% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

 

#3 Controle de gastos :)

Os pré-pagos podem servir para controlar despesas, uma vez que é o usuário quem define, no carregamento, o quanto pretende gastar. Eles costumam ser recarregáveis e permitem que o titular controle os gastos de quem vai utilizá-los. Podem ser usados, por exemplo, para estimular seu filho adolescente a aprender a administrar o dinheiro.

 

#4 Não é preciso ter conta corrente :)

Os pré-pagos são interessantes para quem não possui conta corrente, porque, para adquiri-los, não é preciso comprovar renda. Além disso, são um meio seguro e quase universal de fazer compras e pagar contas.

 

#5 Taxas e mais taxas :(

Um dos principais poréns dos pré-pagos são as taxas. Apesar de não ter anuidade, as operações – emissão do cartão, manutenção mensal, saque e recarga – são quase todas cobradas. Dependendo do tipo de serviço que você precisa, a conta corrente ou até conta poupança terão um custo menor.

 

#6 Não serve como rendimento :(

O dinheiro depositado no pré-pago, diferentemente da poupança, por exemplo, não tem nenhum tipo de rendimento. Se a intenção não for gastar o dinheiro, é melhor deixá-lo guardado em algum fundo rentável.

 

#7 Não permite parcelamentos :(

Outro ponto que deve ser considerado é que o cartão pré-pago, diferentemente do cartão de crédito, não permite compras parceladas. Se você precisa desse serviço, terá de repensar a escolha.

Como não deixar a inflação afetar suas finanças

Como não deixar a inflação afetar suas finanças e acabar 2015 no positivo

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Longe de ser um bom ano para a economia, com o Banco Central prevendo que a inflação chegue aos 9%, 2015 pode acabar no positivo para quem souber administrar as finanças. E o melhor: não precisa ser um especialista em finanças, basta ficar atento aos preços, controlar os gastos e fazer um planejamento financeiro.

Segundo economista e consultor em finanças pessoais Alfredo Meneghetti, a saída para manter suas finanças saudáveis em tempos de crise começa com uma atitude simples: identificar os setores mais afetados pela inflação e apertar as rédeas dos gastos relacionados a eles.

No Brasil, os primeiros reflexos se deram na área de combustíveis, energia elétrica e alimentos. Ou seja, tanto esses setores quanto as áreas que dependem deles – e, consequentemente, farão repasses indiretos ao consumidor – têm de entrar na mira de quem quer economizar.

– Cada um precisa verificar no seu orçamento os itens mais volumosos e o que pode ser cortado. Em épocas de inflação alta, gastos com lazer são os primeiros a serem substituídos. Cozinhar em casa, evitar saídas à noite e trocar o cinema por um filme em um bom canal de TV são algumas alternativas que fazem diferença no bolso do cidadão – sugere o especialista.

Dentro de casa, é possível fazer economia com medidas praticamente indolores, conforme Meneghetti. Uma das maiores vilãs do orçamento neste ano, a conta de energia elétrica, por exemplo, pode ficar sob controle se o recurso for usado com inteligência.

Para começar, a substituição, na medida do possível, de tudo que é elétrico por versões a gás, costuma fazer a diferença no fim do mês. As lâmpadas comuns devem dar lugar às econômicas, e os eletrodomésticos que mais gastam energia, como o ferro de passar roupa, podem ser usados com menos frequência – sai mais barato passar todas as roupas de uma vez do que ligar o aparelho todos os dias.

Outra mudança de hábito a ser considerada diz respeito ao transporte. Os deslocamentos de carro, segundo o especialista, só valem a pena quando se observam atentamente alguns critérios, como a distância a ser percorrida.

– Fiz um estudo sobre o tema que constatou que, para os deslocamentos até 17 quilômetros, vale mais a pena, financeiramente, pegar condução de terceiros, como táxi, lotação ou ônibus. Só a partir disso é que é melhor usar o carro, que, além dos custos de manutenção, demanda gastos com estacionamento, por exemplo – avalia.

Por fim, mas não menos importante, é essencial manter-se longe de dívidas. Endividamentos desnecessários e compras a longo prazo podem comprometer um dinheiro que poderia, em um momento de crise, ser aplicado em fundos de investimento – um destino rentável a médio e longo prazos.

Compras cujo valor total ultrapasse 50% da sua renda líquida precisam ser estudados com cuidado. Nesses casos, o consultor em finanças recomenda que sejam feitos, pelo menos, três orçamentos diferentes antes da compra. Se não houver como pagar à vista, a dica é parcelar o mínimo possível, ou em, no máximo, três vezes. Mas não é só:

– A soma de todas as parcelas, incluindo financiamentos, não pode comprometer mais de 30% do orçamento. Isso tem de ser observado sempre, não só nos períodos de inflação alta – explica o economista.

Pense como um milionário: lições para quem quer acumular dinheiro

By | Dicas, Sem categoria | 2 Comments

Muita gente sonha em se tornar um milionário e com não ter que se preocupar com dinheiro, mas acham que é preciso ter muita sorte (ou nascer em família rica). Na verdade, é possível “chegar lá” sem ganhar na loteria ou inventar o novo Facebook. É tudo uma questão de maneira de pensar, estratégia e perseverança.

A melhor forma de aprender como conquistar um objetivo é com quem já conseguiu: entender como pensam e agem os milionários e aplicar os seus ensinamentos  Veja algumas atitudes que você pode adotar para alcançar o sucesso financeiro:

Escreva suas ideias

Os milionários estão sempre em busca de oportunidades e sabem que, muitas vezes, uma oportunidade perdida pode nunca mais voltar. Para evitar perder oportunidades, escreva a ideia assim que ela surgir, desta forma você não correrá o risco de esquecer, e volte a pensa nela melhor mais tarde. Não confie em sua memória, concentre todas as ideias no lugar escolhido.


Estabeleça metas

Todos os grandes milionários têm muita clareza de qual é o seu objetivo financeiro e criam planos de ação para atingi-los. Defina o seu objetivo e, em seguida, crie uma meta no modelo S.M.A.R.T, uma sigla do inglês que significa que a meta deve ser específica, mensurável, atingível, relevante e temporal.


Faça como Albert Einstein

Os milionários costumam utilizar com muita frequência uma técnica que Einstein usava para seus projetos: ele se visualizava na posição desejada e em seguida retrocedia gradativamente, imaginando os passos que foram dados até alcançar o resultado.

Imagine-se na posição que deseja está daqui a 5 anos e, a partir daí, responda a essas perguntas: qual é a sua aparência? Com que tipo de pessoas você está trabalhando? Qual a sua reputação no mercado? Qual a sua renda? Como você está executando o seu negócio?


A técnica do brainstorming

Esta é uma técnica muito simples e bastante usada no mundo empresarial. O termo brainstorming, do inglês, significa “tempestade cerebral”, ou seja, uma tempestade de ideias. Esse é o melhor modo para estimular o seu pensamento criativo e deixar você de bem com as suas finanças pessoais.

Por meio dela, você conseguirá pensar em várias formas de resolver os seus problemas. Escreva um problema ou o seu objetivo em forma de pergunta e, em seguida, escreva pelo menos 20 respostas para a pergunta, sem filtrar e deixar de escrever por a ideia é ruim ou impraticável – apenas escreva.

Por exemplo: digamos que você deseja dobrar o seu rendimento financeiro em 12 meses, então você deverá escrever: “Como eu posso dobrar o meu rendimento financeiro em 12 meses?”. Em seguida, você deve escrever, no mínimo, 20 respostas a essa pergunta.


Economize seu dinheiro

Se você deseja ficar rico, você deve economizar. Comece analisando as suas finanças e realizando pequenas economias. Depois, aumente gradativamente. Neste sentido, o mais importante é a educação mental, criar o hábito de poupar.

O primeiro passo nesse é determinar um valor fixo mensal que deve ser poupado e programar no seu banco uma transferência automática para o seu investimento (a maioria dos bancos tem essa opção na internet).

Analise também a necessidade de simplificar a sua vida para ter um maior capital e aumentar os seus rendimentos. Será que você precisa investir 500 mil em um apartamento ou é melhor alugar um imóvel? Pense que, ao comprar um apartamento, você reduz a sua mobilidade e imobiliza capital, o que pode fazer com que você perca algumas oportunidades de investimentos mais lucrativos.

 

Tenha paixão pelo que você faz

Todo milionário cometerá erros, em alguns casos podem chegar até a perder tudo. No entanto, em virtude do seu mindset conseguem se reerguer e atingir resultado maior que o inicial.

Um exemplo clássico é o Steve Jobs. Em seu histórico discurso para formandos em Stanford, ele comenta que o que o levou a dar a volta por cima e transformar o mundo da tecnologia, depois de ser demitido da própria empresa, foi o amor pelo que fazia.

Em seguida ele aconselha: “Você tem que descobrir o que você ama. Seu trabalho vai preencher uma parte grande da sua vida, e a única maneira de ficar realmente satisfeito é o que você acredita ser um ótimo trabalho”. Descubra o que você ama e em seguida descubra um meio de se tornar rico com isso.


Seja empreendedor

O melhor caminho para se tornar um milionário é através do empreendedorismo. A possibilidade de você se tornar um milionário trabalhando para outras pessoas é muito menor. Mas ter o próprio negócio envolve muitos riscos. É necessário conseguir capital e, dependendo do negócio, há necessidade de muitos funcionários para tocar o empreendimento.

Mas para se tornar milionário você terá, inevitavelmente, que correr muitos riscos. Nesse processo você terá sucessos e derrotas, e o mais importante é aprender com eles e calcular os próximos riscos, buscando minimizar as chances de erro.


Comprometa-se com a riqueza

As pessoas têm muitos desejos — como ter um corpo melhor, um trabalho melhor etc. — e ser milionário é apenas um deles. Mas quantas dessas pessoas realmente se comprometem para atingir o objetivo? Quantas são ativas na academia e controlam a alimentação? Quantas procuram se especialiazam e  se esforçam para virar profissionais melhores?

Apenas desejar ficar rico não é suficiente. O que você está fazendo para atingir este objetivo? Milionários sabem que não basta desejar o que você quer: para conseguir você precisa se comprometer a alcançar a riqueza e a manter-se rico.

Em suma, tenha em mente que tornar-se um milionário não é uma tarefa fácil, exigirá de você muito trabalho e muita disciplina.

Entenda porque criar um orçamento é essêncial para garantir o sucesso financeiro

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Attractive young African American woman working on finances at home wearing purlple jacket sitting at dining table.

 

Independente de qual é a sua renda, para manter uma vida financeira saudável, é preciso cultivar o hábito de criar orçamentos. Organização financeira e orçamento são coisas diferentes – primeira é uma maneira de acompanhar suas despesas e receitas, a outra está ligada a colocar limites e estabelecer categoria de gastos.

São conceitos simples que devem ser usados para colocar as contas em equilíbrio:


Planejamento X orçamento

É importante não confundir os dois: planejamento é um método de controle de gastos, onde se registra todas as receitas e despesas. O orçamento são valores que a pessoa estabelece para diferentes categorias de gastos, segundo a análise das suas próprias finanças. Por exemplo, R$400 por mês para supermercado, ou R$100 por semana com lazer.


Os benefícios de elaborar um orçamento

#1 Você passa a ter domínio do seu dinheiro

Quanto você prevê suas despesas e separa parcelas de sua receita para os diferentes gastos que você deve ter no mês, você não só fica longe de gastos excessivos, como consegue fazer seu dinheiro render mais, revisando os orçamentos e jogando as sobras de uma categoria para outras. Para isso, é importante anotar tudo que você gasta.

#2 Você fica focado em seus objetivos

Todos cultivam sonhos e metas. A viagem de lua de mel, um mestrado, filhos. Porém, a maioria acaba não realizando todos eles, ou pior, se endividando para concretizá-los. Se você criar orçamentos, pode separar dinheiro para concretizar suas metas sem dificuldade e não perder elas de vista.

#3 Você pode planejar investimentos

Quem não tem um orçamento pessoal jamais conseguirá poupar e até mesmo investir com regularidade para a construção de uma renda passiva (aquela em que você não precisa trabalhar para ganhar). Se você separar uma pequena parte de sua renda mensal para investir, vocês irá aumentar seus rendimentos sem precisar aumentar sua carga de trabalho.

Seguir um orçamento é criar categorias de custos para os quais serão destinados um valor específico por mês.

Como começar:

  • Você pode começar dividindo sua vida em centros de custos, tais como: casa, educação, saúde, alimentação e lazer.
  • Depois (e de acordo com seu planejamento), defina o quanto cada área/setor tem disponível para gastar. Por exemplo, o centro de custos “alimentação” pode ter uma verba mensal de R$ 500 enquanto o “lazer” fica com R$ 200.
  • Ultrapassar esses limites significa que você vai entrar no vermelho. Se isso por acaso acontecer, você deve economizar em outra categoria do seu orçamento para colocar as contas em dia e não se endividar.

Lembre-se: não basta criar um orçamento, você deve segui-lo fielmente. Portanto, monitore seus gastos diariamente.

Pode demorar alguns meses até você ter realmente o controle sobre todas as categorias e não ultrapassar os limites estabelecidos, mas não desista. Iso é um hábito a ser criado que fará grande diferença na sua vida.