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Como pagar as dívidas e sair do vermelho

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Crédito: CC0 Public Domain / FAQ

Crédito: CC0 Public Domain / FAQ

 

É difícil organizar a vida financeira ou pensar em juntar dinheiro quando nem se consegue sair do vermelho. Mas mesmo com a situação econômica ruim, não adianta achar que é um assunto sem solução e aceitar a condição de endividado. Sempre há uma saída, mas é preciso tempo para analisar a situação e foco para sair do buraco.

#1 Aceite que você tem um problema

Não importa os motivos, você deixou suas finanças se descontrolarem e está numa situação complicada. Não adianta ficar se martirizando ou tentando achar culpados – isso não importa. Encare o problema e tenha foco em resolvê-lo.

#2 Entenda o tamanho da bola de neve

Coloque no papel tudo o que você deve e os juros de cada dívida. Empréstimos podem ter juros diários, mensais e até anuais. Preste atenção qual é o tamanho de sua dívida atual (se pudesse pagar tudo à vista hoje) e sua dívida parcelada (com os juros inclusos).

#3 Organize as suas finanças

Anote todos os seus ganhos e gastos. Entenda quanto dinheiro você recebe mensalmente, quanto gasta com contas fixas (água, luz, aluguel), com contas variáveis (como supermercado e restaurantes), e quanto dinheiro sobra para gastos pontuais (compras em geral).

#4 Comece a economizar

Se você está endivididado, não deve sobrar muito dinheiro no final do mês. Então aproveite que está organizando suas finanças e comece a cortar gastos. Talvez seu plano de celular seja muito alto, ou você possa cancelar a TV por assinatura. Ainda é possível diminuir a conta de luz, economizar no supermercado e cortas gastos supérfulos como restaurantes, bares e outras compras.

#5 Priorize as dívidas com juros maiores

Cartões de crédito e cheque especial são as linhas de crédito com os maiores juros. Se você tem dinheiro para quitar alguma dívida, foque nelas e nunca pague apenas o mínimo do cartão de crédito. A ideia é tentar diminuir a velocidade da bola de neve de juros.

#6 Negocie

Tente negociar prazos maiores e juros menores para cada uma das dívidas. É preciso fazer as parcelas das dívidas caber no seu orçamento mensal.

#7 Renegocie as dívidas

Se as dívidas são muitas e mesmo organizando suas contas, economizando dinheiro e negociando prazos e juros você não vai conseguir pagar as mensalidades e quitá-las dentro do previsto, está na hora de pensar em trocar a dívida. Vá ao seu banco ou a uma financeira e converse sobre a possibilidade de contratar um empréstimo (que tenha juros mais baixos que as suas dívidas atuais). Assim você quita todas as duas dívidas de uma vez e fica apenas com uma com juros mais baixo. Preste atenção à taxa de juros e tenha certeza que irá conseguir pagar as parcelas dentro do prazo.

#8 Mantenha o foco e seja persistente

Não importa qual é a sua situação, depois de organizar suas contas, entender o tamanho da dívida e fazer uma estratégia para pagá-la, é  fundamental ser persistente. Você provavelmente terá que passar alguns meses fazendo um controle financeiro minucioso e economizando bastante dinheiro. Mas irá valer a pena.

 

 

Não há porque não fazer seu dinheiro render
Crédito: Aaron Patterson / Flickr

Porque a poupança não serve como investimento

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Quando o assunto é guardar dinheiro com segurança e protegê-lo da inflação, a poupança é velha conhecida dos brasileiros. O que a maioria não sabe é que este porto seguro financeiro está longe de ser uma opção para quem quer investir.

O motivo é simples: ao colocar dinheiro na caderneta, ele vai render igual ou menos que a inflação. Isso significa que, a longo prazo, você perderá ou, no máximo, irá manter o poder de compra do seu dinheiro. E, se o seu dinheiro não está ganhando poder de compra, ele não está sendo investido corretamente.

A caderneta de poupança rende 0,5% ao mês (valor fixado quando a Taxa Selic passa dos 8,5%), mais a variação da Taxa Referencial (T.R.). Atualmente, isso representa, em um ano, em torno de 7%, um empate técnico com a inflação oficial. Se um empate não parece tão ruim dadas as facilidades da poupança, por outro lado, existem alternativas igualmente seguras que rendem de 40% a 60% mais do que a velha amiga.

Para se ter uma ideia do quanto se deixa de ganhar ao colocar suas economias na caderneta, enquanto ela rendeu 7,16% em todo o ano de 2014, investimentos atrelados à Selic, por exemplo, chegaram a 13,25%, podendo trazer rentabilidade líquida superior a 11% ao ano – são tentadores 53,63% a mais de rendimento que a poupança.

Por exemplo: em apenas cinco anos, a diferença de patrimônio de alguém que tenha investido R$ 50 mil na poupança, com rendimento de 7% ao ano, ou R$ 50 mil em um investimento com taxa de 11% ao ano, seria de pelo menos R$ 14 mil a mais.

O recente aumento da Selic – que está em torno de 13% – faz a rentabilidade da poupança ainda menos atrativa. Em períodos assim, investimentos atrelados à taxa básica de juros costumam ser boas opções.

Títulos do Tesouro Direto, além de estarem entre os mais seguros, podem render cerca de 10% ao ano quando descontadas as taxas do investimento. O LCA, vinculado ao agronegócio, o LCI, ao mercado imobiliário, e alguns CDBs também rendem muito bem.

No caso dos CDBs, que são títulos comprados de bancos, há opções com maior risco, em instituições financeiras menores, que oferecem rentabilidade de até 120% do CDI. Como o CDI fica bem próximo da Selic, isso poderia significar uma rentabilidade bruta de até 15,9%. Em CDBs com prazo superior a dois anos, quando a tributação é de apenas 15%, a rentabilidade líquida seria de 13,51% ao ano.

Ainda assim, muitos trabalhadores utilizam a conta poupança como conta corrente, já que os bancos não cobram taxas de serviço para a caderneta. Dessa forma, salários, aposentadorias e 13º, que apresentaram ganhos reais nos últimos anos, entram nessas contas e engrossam a captação.

Em casos como esses, que implicam em transações de curto prazo, não é de todo mal ter dinheiro na poupança – sem dúvida, é melhor que uma conta corrente. Só não é válido manter investimentos na caderneta por medo de se aventurar em outros mercados.
Não há porque não fazer seu dinheiro render
Crédito: Aaron Patterson / Flickr

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Como usar o cartão de crédito de maneira inteligente

By | Cartões de crédito, Dicas | No Comments

A possibilidade de comprar coisas e só começar a pagar depois é tentadora, mas o cartão de crédito pode se tornar um problema nas mãos de quem não sabe utilizá-lo. Sem o devido controle, a ilusão de crédito fácil proporcionada pelo cartão pode ser o primeiro empurrão para uma dívida difícil de quitar. Saiba como transformar o potencial vilão em aliado das suas finanças pessoais:

Escolha apenas um cartão

Para manter o controle sobre as suas despesas, procure concentrar os gastos em um único cartão. Ter vários cartões pode provocar um confusão com prazos, além de acumular anuidades.

Planeje suas compras

Para usar o cartão de crédito sem culpa, é importante ter em mente que o limite do banco não é o mesmo que o seu. Na hora da compra, não se deve pensar em quanto há para gastar, mas em quanto desse limite você pode pagar sem comprometer seu orçamento.

Não parcele a fatura

O parcelamento da fatura deve ser evitado a todo custo, já que os juros desse tipo de negociação estão entre os mais altos do mercado: a dívida pode dobrar em seis meses. Se tiver dificuldades para quitar a fatura, é melhor recorrer ao crédito pessoal, pagar o cartão à vista e parcelar o empréstimo, que tem juros mais baixos.

Evite saques

Saques no cartão de crédito são considerados como empréstimos. Os juros são altos, e também há cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Melhor evitar.

Ponha as despesas na ponta do lápis

Anote todas as despesas e guarde os comprovantes da compras realizadas, para que saiba onde e com que mais gastou. O extrato detalhado do cartão também ajudar a identificar e avaliar gastos que podem ser evitados ou cortados no futuro.

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Como calcular os juros do cheque especial e não se endividar

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O cheque especial, limite de crédito pré-­aprovado disponibilizado pelos bancos em conta corrente, pode ser útil em casos de emergência, mas deve ser usado com cuidado. Apesar de ele ser muito popular (principalmente pela facilidade para usá-lo), seus juros estão entre os mais altos das linhas de crédito ­atualmente: os dos principais bancos brasileiros variam entre 9,49% a 13,67% ao mês.

O risco de endividamento é alto porque os juros do cheque especial são cobrados mensalmente, mas seu cálculo é diário. As taxas incidem sempre sobre o saldo devedor (aquele que foi realmente utilizado do total liberado pelo banco).

Para descobrir como a sua dívida aumenta a cada dia, pode­-se utilizar o seguinte cálculo:

1) Divida a taxa mensal de juros de seu banco por 30 para saber qual é o percentual cobrado por dia. Por exemplo, no Banco do Brasil, em que a taxa é 9,84% ao mês, o valor ao dia fica em torno de 0,32%.

2) Multiplique número de dias em atraso pela taxa de juros ao dia. Se a taxa de juros diária é 0,32% e o cliente atrasa o pagamento por 14 dias, os juros sobre o valor devido será de 4,48%

3) Aplique o juros na dívida. Se o saldo devedor nesse caso é de R$ 500, os juros de 4,48%, referente aos 14 dias, aumentarão a dívida em R$ 22,40. Se o saldo seguir R$ 500 negativo por um mês, serão R$ 49,2 sobre a dívida inicial.

No entanto, alguns bancos não cobram os juros sobre o valor utilizado se o correntista cobrir o saldo devido em até 10 dias. Por isso, o cheque especial é mais indicado quando se pode sanar a dívida em curto prazo ­ se você sabe que irá receber dinheiro em poucos dias, por exemplo.

Mas atenção: caso o cliente ultrapasse 10 dias, o banco cobrará os juros de todo o período. Ou seja, se você ficar 11 dias no cheque especial pagará juros sobre 11 dias de empréstimo e não apenas por um.

Nesses casos, em que o cliente sabe que precisará de mais tempo para cobrir a dívida, são mais indicados outros tipos de crédito, divididos em parcelas menores e com taxas de juros mais baixas – como o crédito consignado ou o empréstimo pessoal.

Para prevenir surpresas desagradáveis, é recomendável, ainda, pesquisar sobre as taxas antes de escolher o banco. Cada um pode estipular um valor diferente à taxa de juros. Se você preferir não contar com o cheque especial, o cancelamento do serviço pode ser feito a qualquer momento.

Foto crédito: William Grootonk / flickr.com/photos/catatronic