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Como morar sozinho em tempos de crise?

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Crédito imagem: Nathan O'Nions / Flickr

Crédito imagem: Nathan O’Nions / Flickr

 

Quando o assunto é independência, poucos momentos são tão emblemáticos quanto a hora de deixar a casa dos pais. Em momentos de crise econômica, o cenário pode ser ainda mais complicado, mas tudo é questão de organização e planejamento. É preciso estudar a situação e estar consciente dos sacrifícios necessários para lidar com as novas responsabilidades sem o auxílio paterno.

– Primeiro, a pessoa terá de ter noção de que todos os gastos ficarão por conta dela. Isso significa que ela pode ter de diminuir um pouco o padrão de vida a que estava acostumada – alerta o educador financeiro Adriano Severo.

Para Severo, antes de partir para uma vida independente, é preciso avaliar quais as contas fixas a serem pagas, o quanto se tem para gastar e, por fim, o que sua renda pode proporcionar. Segundo o especialista, uma boa dica para começar sem comprometer as finanças drasticamente é tentar se manter apenas com o estritamente necessário nos primeiros meses.

– Não há necessidade, por exemplo, de a pessoa instalar uma TV por assinatura assim que se mudar. É algo que pode esperar até que ela tenha condições de incorporar às contas da casa – sugere.

Outra dica é, ao menos no começo, evitar ao máximo luxos e compras supérfluas, como aquele queijo importado que você tanto adora ou guloseimas no supermercado. O mais importante, porém, não é segurar os gastos: é manter as contas na ponta do lápis.

Conforme Severo, monitorar o que entra e sai de dinheiro é importante para se habituar à nova realidade financeira e fazer projeções mais adequadas. O especialista sugere que se anote pelo menos os principais gastos – luz, telefone, internet, aluguel e condomínio – nos primeiros seis meses.

– A principal parte é ter tudo tabelado. Pode ser no computador, no papel, no celular. Assim, é possível se programar, ter lazer, planejar férias – avalia.

O ideal, segundo o educador financeiro, é que a soma das principais contas não comprometa muito mais do 60% da renda mensal. Muitas imobiliárias já dão uma forcinha involuntária nesse quesito, permitindo apenas o aluguel de imóveis que comprometam um percentual baixo – em geral até 30% – da renda do locatário.

Já o modo de pagamento das contas é indiferente, na opinião de Severo. Débito automático pode ajudar em alguns casos, mas há quem prefira se programar para ir ao caixa eletrônico. Nesse caso, é importante ter os prazos controlados, para não perder dinheiro com juros e multas por atraso.

– É importante descobrir o jeito mais confortável de fazer isso. Cuidar da vida financeira tem que ser prazeroso – diz Severo.

Um dos mais agradáveis argumentos para administrar as próprias finanças sem sofrimento é que, com as despesas sob controle, é possível pensar além da rotina. Aquela viagem de férias com a qual você sonha há tanto tempo fica mais perto da realidade quando se toma as rédeas da própria vida financeira. Mas ela também precisa entrar no orçamento:

– Para poder se programar, têm que se pensar nas férias como despesa. Definir um percentual de renda para aquilo e um prazo para realizar a viagem. Sem isso, o dinheiro vai ser gasto – ensina Severo.

Imagem: Pixabay/StartupStockPhotos

Colocando a vida em ordem, com um planejamento financeiro

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Como fazer um planejamento financeiro e começar a administrar o seu dinheiro

O diagnóstico, que é essencial, é um grande problema para as pessoas.

Organizar a vida financeira é o primeiro passo para a realização de boa parte dos sonhos de consumo mais populares: de uma viagem à casa própria, tudo exige planejamento. Mas por onde começar? Para o couch financeiro Ronald Dennis Pantin Filho, o método mais eficiente para administrar o seu dinheiro de forma inteligente se divide em quatro etapas: diagnosticar, sonhar, orçar e poupar.

Se eu perguntar quais as suas grandes despesas, você vai ter na ponta da língua, mas o ralo do dinheiro são justamente as coisas que não são controladas, os pequenos valores – explica o especialista.

Ou seja, antes de tudo, é preciso colocar os gastos – todos eles – no papel. A primeira dica, segundo Ronald, é anotar tudo que se gasta em um período determinado – um mês para assalariados e três meses para profissionais liberais. Isso pode ser feito em um caderninho, em um programa de tabela, como o Microsoft Excel, ou em um aplicativo de gerenciamento financeiro, como o brasileiro Finanças Pessoais.

O ideal é registrar essas despesas de forma estratificada, separando, por exemplo, combustível, farmácia, padaria e lazer. Ao fim do período, será possível identificar quais são os gastos mais significativos, quais aqueles que foram realmente necessários e onde é possível economizar para, a partir daí, iniciar o controle do dinheiro.

A segunda etapa consiste em estabelecer metas para o seu dinheiro. Escolher um sonho e transformá-lo em um objetivo, com data marcada para ocorrer, serve de estímulo para economizar.

"Normalmente as pessoas se sentem motivadas a controlar os gastos quando tem um objetivo maior"

− Ronald Dennis Pantin Filho (Coach Financeiro)

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O terceiro passo é fazer um orçamento da meta a ser atingida. De acordo com o especialista, produtos de maior valor podem ter variações de 30 a 40% de um lugar para outro. Para não perder dinheiro, o mantra é nunca aceitar a primeira oferta. Fazer pelos menos três orçamentos diferentes, seja pessoalmente ou pela internet – há sites que comparam preços –, é fundamental para fechar um bom negócio.

Outra dica é dar preferência às compras à vista, que aumentam o poder de barganha do consumidor:

A maioria dos produtos que chamamos de commodities, como móveis e eletrodomésticos, tem juros embutidos no valor para estimular o parcelamento.

Se você vai fazer uma compra à vista e a loja não quer dar desconto, busque outra.

Com o objetivo traçado e devidamente orçado, é hora de usar o diagnóstico feito na primeira etapa para, finalmente, cortar despesas. Poupar parece difícil, mas com os gastos controlados, aos poucos pode se tornar um hábito, possibilitando a concretização de desejos antigos. O ideal para começar a economizar é guardar, no mínimo, 10% da renda mensal.

"O brasileiro em geral tem foco nas despesas, não nas receitas."

− Ronald Dennis Pantin Filho

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A pessoa tem que ter em mente que não pode contar com aquele dinheiro. Se você considerar que ganhar x, vai gastar x. Tem que esquecer esses 10%.

Por fim, acredita o coach financeiro, é preciso aos poucos mudar a lógica usada para administrar o dinheiro. Em vez de focar nas despesas, pensando somente em como reduzir custos, é importante pensar em formas de aumentar suas receitas.

O brasileiro em geral tem foco nas despesas, não nas receitas. A pergunta tem que ser diferente: quanto eu vou poder ganhar com isso? É uma mudança comportamental. Tem que ter foco na redução, é claro, mas pensar o que pode fazer de diferente para aumentar as receitas.