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Tesouro Direto

Como investir no Tesouro Direto

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Imagem: Pixabay

 

Uma das principais preocupações de quem pretende começar a investir é garantir o recebimento do valor ao fim do período. E, quando o assunto é segurança, é quase unânime entre especialistas a opção pelo Tesouro Direto.

 

O Tesouro Direto são títulos públicos emitidos pelo governo federal com objetivo de juntar dinheiro para pagar dívidas e financiar setores como educação, saúde e infraestrutura. O investidor, nesse caso, empresta dinheiro ao governo.

 

Esses títulos são considerados seguros por um motivo simples: são garantidos pelo governo. E as chances de um país quebrar são consideravelmente mais baixas que as de qualquer instituição financeira privada fechar as portas.

 

Há duas maneiras de realizar esse tipo de investimento: a primeira é participando de um fundo que invista neles, quando a compra dos títulos é realizada por um administrador profissional. A segunda é comprar diretamente pela Internet. Para isso, no entanto, é preciso do chamado agente de custódia, que pode ser um banco ou uma corretora. Esse agente é apenas um intermediário: caso ele vá à falência, os títulos continuarão no seu nome e CPF.

 

Os títulos públicos podem ser pré-fixados (o rendimento é definido no momento em que é feito o investimento) ou pós-fixados (que têm a rentabilidade associada a algum índice, como o IPCA ou a Taxa Selic). Os títulos pós-fixados, em geral, se favorecem em um momento de alta dos juros. Já os pré-fixados podem garantir o rendimento em um momento de queda de juros.

 

Quando comprados, eles têm um prazo de vencimento, quando o governo pagará ao investidor o que foi investido. Mas se títulos forem vendidos antes dessa data, o ganho ou a perda estará sujeito ao valor de mercado naquele momento – no caso de ele ser menor do que o que você pagou, poderá perder dinheiro.

 

A exceção é o Tesouro Selic, que é pós-fixado. Ao vendê-lo antes do prazo, você irá resgatar o dinheiro aplicado somado aos juros do período, sem penalidades. Também por esse motivo, ele é indicado, para investidores principiantes, como substituto da poupança.

 

Já os juros sobre o rendimento você pode escolher receber a cada seis meses – e reinvestir o valor, caso deseje – ou ao final do investimento. O valor mínimo para aplicação é 1% do valor de um título, desde que não seja inferior a R$ 30.

 

Apesar das vantagens, há pelo menos três taxas que incidem sobre o Tesouro Direto e é bom ficar atento às suas variações. A taxa de corretagem é padronizada e cobrada semestralmente pela BM&FBOVESPA, que regula os investimentos na bolsa de valores. O valor é fixo, 0,3%, ao ano. O agente de custódia cobra uma taxa administrativa, que varia entre 0% e 0,5% ao ano. Por fim, o Imposto de Renda incide sobre o investimento. Nesse caso, quanto mais tempo você deixa seu dinheiro investido, menos você paga de imposto.
Mesmo com a cobrança de taxas, no entanto, o retorno dos títulos públicos ainda é superior ao de investimentos como a caderneta de poupança. Que tal dar uma chance a eles?

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Tirando o dinheiro da poupança: como começar a investir em renda fixa

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Imagem: Pixabay/Negativespace

A poupança é um lugar seguro e conveniente, por outro lado, sabemos que ela está longe de ser a melhor escolha quando se trata de investir.

Se a poupança é um lugar seguro e conveniente para proteger seu dinheiro da inflação, por outro lado, sabemos que ela está longe de ser a melhor escolha quando se trata de investir. A boa notícia é que existem opções que fazem o seu dinheiro render mais e são tão seguras quanto a caderneta.

 

Uma boa maneira de começar sem correr riscos é optar pelos investimentos em renda fixa – da mesma família da caderneta de poupança. Isso porque eles consistem em aplicações financeiras que prometem devolver o principal investido mais os juros referente período em que o dinheiro ficou depositado, ou seja, o retorno é garantido.

 

Esses títulos rendem mais que a poupança porque costumam pagar uma porcentagem do CDI, taxa fixada diariamente pelos bancos, que acompanha a evolução da Selic, a taxa básica de juros (atualmente em torno de 13%). Os principais ativos de renda fixa são os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), o Tesouro Direto e os fundos de investimento.

Tipo de emissor do título, público ou privado

Esses investimentos se dividem, basicamente, pelo tipo de emissor do título, que pode ser público – como no caso do Tesouro Direto – ou privado – CDB, LCI, LCA e fundos – e pelo prazo de duração do investimento: pré-fixados ou pós-fixados.

 

Os títulos públicos, como o Tesouro Direto, são ativos que se constituem em dívidas do Governo Federal para o financiamento de atividades como educação, saúde e infraestrutura. O valor mínimo para começar a investir é modesto: a partir de R$ 30. Mas é preciso um agente de custódia – que pode ser o seu banco – para começar. O Tesouro Nacional negocia diferentes tipos de títulos, todos tributados pelo Imposto de Renda (IR).

 

Entre os títulos de emissão privada, estão os CDBs, vinculados aos bancos, LCIs, do mercado imobiliário, LCAs, vinculados ao agronegócio, e os fundos de investimentos. Eles podem ser pré ou pós-fixados e contar ou não com tributação. Em relação aos fundos de investimento, é importante buscar aqueles que oferecem taxas de administração mais baixas, de preferência, abaixo de 0,7% ao ano.

Valor mínimo a ser investido

O valor mínimo a ser investido, nesses casos, costuma ser mais alto que o dos títulos públicos. A solidez da instituição também é algo para ser levado em conta, uma vez que seu dinheiro estará vinculado ao banco ou empresa que emitiu a aplicação.

 

Em relação aos prazos, os títulos pré-fixados são aqueles em que o cliente sabe, no momento do investimento, qual será o seu rendimento, como, por exemplo, um CDB que promete pagar 2% ao mês. Nos pós-fixados, o retorno só é conhecido na data de vencimento do título. Em geral, sua rentabilidade é vinculada a algum tipo de indexador que varia de acordo com as oscilações das taxas de juros.

 

Os títulos pré-fixados são instrumentos favorecidos em períodos de inflação baixa, controlada, e com a Taxa Selic em queda. Já os pós-fixados são favorecidos quando a taxa de juros básica está em elevação, com a inflação sob controle.

Não há porque não fazer seu dinheiro render
Crédito: Aaron Patterson / Flickr

Porque a poupança não serve como investimento

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Quando o assunto é guardar dinheiro com segurança e protegê-lo da inflação, a poupança é velha conhecida dos brasileiros. O que a maioria não sabe é que este porto seguro financeiro está longe de ser uma opção para quem quer investir.

O motivo é simples: ao colocar dinheiro na caderneta, ele vai render igual ou menos que a inflação. Isso significa que, a longo prazo, você perderá ou, no máximo, irá manter o poder de compra do seu dinheiro. E, se o seu dinheiro não está ganhando poder de compra, ele não está sendo investido corretamente.

A caderneta de poupança rende 0,5% ao mês (valor fixado quando a Taxa Selic passa dos 8,5%), mais a variação da Taxa Referencial (T.R.). Atualmente, isso representa, em um ano, em torno de 7%, um empate técnico com a inflação oficial. Se um empate não parece tão ruim dadas as facilidades da poupança, por outro lado, existem alternativas igualmente seguras que rendem de 40% a 60% mais do que a velha amiga.

Para se ter uma ideia do quanto se deixa de ganhar ao colocar suas economias na caderneta, enquanto ela rendeu 7,16% em todo o ano de 2014, investimentos atrelados à Selic, por exemplo, chegaram a 13,25%, podendo trazer rentabilidade líquida superior a 11% ao ano – são tentadores 53,63% a mais de rendimento que a poupança.

Por exemplo: em apenas cinco anos, a diferença de patrimônio de alguém que tenha investido R$ 50 mil na poupança, com rendimento de 7% ao ano, ou R$ 50 mil em um investimento com taxa de 11% ao ano, seria de pelo menos R$ 14 mil a mais.

O recente aumento da Selic – que está em torno de 13% – faz a rentabilidade da poupança ainda menos atrativa. Em períodos assim, investimentos atrelados à taxa básica de juros costumam ser boas opções.

Títulos do Tesouro Direto, além de estarem entre os mais seguros, podem render cerca de 10% ao ano quando descontadas as taxas do investimento. O LCA, vinculado ao agronegócio, o LCI, ao mercado imobiliário, e alguns CDBs também rendem muito bem.

No caso dos CDBs, que são títulos comprados de bancos, há opções com maior risco, em instituições financeiras menores, que oferecem rentabilidade de até 120% do CDI. Como o CDI fica bem próximo da Selic, isso poderia significar uma rentabilidade bruta de até 15,9%. Em CDBs com prazo superior a dois anos, quando a tributação é de apenas 15%, a rentabilidade líquida seria de 13,51% ao ano.

Ainda assim, muitos trabalhadores utilizam a conta poupança como conta corrente, já que os bancos não cobram taxas de serviço para a caderneta. Dessa forma, salários, aposentadorias e 13º, que apresentaram ganhos reais nos últimos anos, entram nessas contas e engrossam a captação.

Em casos como esses, que implicam em transações de curto prazo, não é de todo mal ter dinheiro na poupança – sem dúvida, é melhor que uma conta corrente. Só não é válido manter investimentos na caderneta por medo de se aventurar em outros mercados.
Não há porque não fazer seu dinheiro render
Crédito: Aaron Patterson / Flickr