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Tirando o dinheiro da poupança: como começar a investir em renda fixa

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Imagem: Pixabay/Negativespace

A poupança é um lugar seguro e conveniente, por outro lado, sabemos que ela está longe de ser a melhor escolha quando se trata de investir.

Se a poupança é um lugar seguro e conveniente para proteger seu dinheiro da inflação, por outro lado, sabemos que ela está longe de ser a melhor escolha quando se trata de investir. A boa notícia é que existem opções que fazem o seu dinheiro render mais e são tão seguras quanto a caderneta.

 

Uma boa maneira de começar sem correr riscos é optar pelos investimentos em renda fixa – da mesma família da caderneta de poupança. Isso porque eles consistem em aplicações financeiras que prometem devolver o principal investido mais os juros referente período em que o dinheiro ficou depositado, ou seja, o retorno é garantido.

 

Esses títulos rendem mais que a poupança porque costumam pagar uma porcentagem do CDI, taxa fixada diariamente pelos bancos, que acompanha a evolução da Selic, a taxa básica de juros (atualmente em torno de 13%). Os principais ativos de renda fixa são os Certificados de Depósito Bancário (CDBs), Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), o Tesouro Direto e os fundos de investimento.

Tipo de emissor do título, público ou privado

Esses investimentos se dividem, basicamente, pelo tipo de emissor do título, que pode ser público – como no caso do Tesouro Direto – ou privado – CDB, LCI, LCA e fundos – e pelo prazo de duração do investimento: pré-fixados ou pós-fixados.

 

Os títulos públicos, como o Tesouro Direto, são ativos que se constituem em dívidas do Governo Federal para o financiamento de atividades como educação, saúde e infraestrutura. O valor mínimo para começar a investir é modesto: a partir de R$ 30. Mas é preciso um agente de custódia – que pode ser o seu banco – para começar. O Tesouro Nacional negocia diferentes tipos de títulos, todos tributados pelo Imposto de Renda (IR).

 

Entre os títulos de emissão privada, estão os CDBs, vinculados aos bancos, LCIs, do mercado imobiliário, LCAs, vinculados ao agronegócio, e os fundos de investimentos. Eles podem ser pré ou pós-fixados e contar ou não com tributação. Em relação aos fundos de investimento, é importante buscar aqueles que oferecem taxas de administração mais baixas, de preferência, abaixo de 0,7% ao ano.

Valor mínimo a ser investido

O valor mínimo a ser investido, nesses casos, costuma ser mais alto que o dos títulos públicos. A solidez da instituição também é algo para ser levado em conta, uma vez que seu dinheiro estará vinculado ao banco ou empresa que emitiu a aplicação.

 

Em relação aos prazos, os títulos pré-fixados são aqueles em que o cliente sabe, no momento do investimento, qual será o seu rendimento, como, por exemplo, um CDB que promete pagar 2% ao mês. Nos pós-fixados, o retorno só é conhecido na data de vencimento do título. Em geral, sua rentabilidade é vinculada a algum tipo de indexador que varia de acordo com as oscilações das taxas de juros.

 

Os títulos pré-fixados são instrumentos favorecidos em períodos de inflação baixa, controlada, e com a Taxa Selic em queda. Já os pós-fixados são favorecidos quando a taxa de juros básica está em elevação, com a inflação sob controle.