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Não há porque não fazer seu dinheiro render
Crédito: Aaron Patterson / Flickr

Porque a poupança não serve como investimento

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Quando o assunto é guardar dinheiro com segurança e protegê-lo da inflação, a poupança é velha conhecida dos brasileiros. O que a maioria não sabe é que este porto seguro financeiro está longe de ser uma opção para quem quer investir.

O motivo é simples: ao colocar dinheiro na caderneta, ele vai render igual ou menos que a inflação. Isso significa que, a longo prazo, você perderá ou, no máximo, irá manter o poder de compra do seu dinheiro. E, se o seu dinheiro não está ganhando poder de compra, ele não está sendo investido corretamente.

A caderneta de poupança rende 0,5% ao mês (valor fixado quando a Taxa Selic passa dos 8,5%), mais a variação da Taxa Referencial (T.R.). Atualmente, isso representa, em um ano, em torno de 7%, um empate técnico com a inflação oficial. Se um empate não parece tão ruim dadas as facilidades da poupança, por outro lado, existem alternativas igualmente seguras que rendem de 40% a 60% mais do que a velha amiga.

Para se ter uma ideia do quanto se deixa de ganhar ao colocar suas economias na caderneta, enquanto ela rendeu 7,16% em todo o ano de 2014, investimentos atrelados à Selic, por exemplo, chegaram a 13,25%, podendo trazer rentabilidade líquida superior a 11% ao ano – são tentadores 53,63% a mais de rendimento que a poupança.

Por exemplo: em apenas cinco anos, a diferença de patrimônio de alguém que tenha investido R$ 50 mil na poupança, com rendimento de 7% ao ano, ou R$ 50 mil em um investimento com taxa de 11% ao ano, seria de pelo menos R$ 14 mil a mais.

O recente aumento da Selic – que está em torno de 13% – faz a rentabilidade da poupança ainda menos atrativa. Em períodos assim, investimentos atrelados à taxa básica de juros costumam ser boas opções.

Títulos do Tesouro Direto, além de estarem entre os mais seguros, podem render cerca de 10% ao ano quando descontadas as taxas do investimento. O LCA, vinculado ao agronegócio, o LCI, ao mercado imobiliário, e alguns CDBs também rendem muito bem.

No caso dos CDBs, que são títulos comprados de bancos, há opções com maior risco, em instituições financeiras menores, que oferecem rentabilidade de até 120% do CDI. Como o CDI fica bem próximo da Selic, isso poderia significar uma rentabilidade bruta de até 15,9%. Em CDBs com prazo superior a dois anos, quando a tributação é de apenas 15%, a rentabilidade líquida seria de 13,51% ao ano.

Ainda assim, muitos trabalhadores utilizam a conta poupança como conta corrente, já que os bancos não cobram taxas de serviço para a caderneta. Dessa forma, salários, aposentadorias e 13º, que apresentaram ganhos reais nos últimos anos, entram nessas contas e engrossam a captação.

Em casos como esses, que implicam em transações de curto prazo, não é de todo mal ter dinheiro na poupança – sem dúvida, é melhor que uma conta corrente. Só não é válido manter investimentos na caderneta por medo de se aventurar em outros mercados.
Não há porque não fazer seu dinheiro render
Crédito: Aaron Patterson / Flickr